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21 de dez. de 2013

Black Beat Brasil!!! R&B na veia!!!

Black Beat Brasil
Então, galerinha, dei uma paradinha aí na história do Boyzone, por que estava trabalhando cerca de 12 horas por dia. No restante do tempo eu tinha que comer, tomar banho, dormir... Mas estou voltando aos pouquinhos. E hoje queria dar uma dica bacaninha. A webrádio Black Beat Brasil está de volta com força total. O que mais gosto?!? É uma rádio nacional, que toca o fino do R&B o tempo todinho... E, quando digo R&B, eu falo do 'charme', o movimento black dos anos 90. À partir de agora vou tentar dar uma pincelada em assuntos pertinentes a este que é meu estilo favorito de música. 

A minha proposta inicial, quando desenhei um site com o nome 'Addicted to Music' há 10 anos atrás, mais ou menos, era justamente disponibilizar biografias e histórias do universo R&B em Português. Encontrávamos muito material escrito sobre bandas como Boyz II Men, Dru Hill, Jodeci, e outras, em Inglês. O público brasileiro não tinha muito acesso ao que o americano era inundado. Fiz um site modesto, e coloquei minha primeira história: Boyz II Men. Inocente, não protegi a página de cópias, e vocês que me acompanham sabem que meu texto é um pouquinho pessoal e sarcástico. A decepção foi gigantesca quando achei um site só sobre a banda em Português, com o meu texto lá, todinho copiado, e nenhuma referência a mim ou ao meu site. Durante um tempo continuei com meu projeto, mas restringi o assunto a outro amor da minha vida: New Kids on the Block. E fiz muitas amizades com BlockHeads por causa disso. 

O trabalho, o falecimento da minha mãe, e outros problemas pessoais me fizeram desistir de tudo, e acabei encerrando os trabalhos com o site. Recentemente, com saudade de falar sobre música, resolvi abrir este blog que temos agora, e aos poucos ir colocando os conteúdos que mais me agradavam. Não tinha entrado de sola no assunto R&B por conta da amarga experiência anterior - que não tive com fãs de outros estilos -, mas a amizade com os DJ's da Black Beat me trouxe de volta essa motivação... Então, vamos falar de R&B?!? 

Então, pra começar, posso ser chata? Alguns amigos meus dizem que eu sou briguenta... É que é meio desapontante quando você escuta uma pessoa, principalmente um negão, dizendo que Rihanna é R&B!!! Aí enfraquece o sangue, né? Por que eu sou nipônica, sofro preconceito nas baladas de Nostalgia e de Samba Rock por que não sou melaninada, mas não falo esse tipo de sandice por aí. Rihanna não é R&B. Ela é Urban! E qual é a diferença, July???

Patty Labelle, cortesia de Mr. L. Davis
Pois bem, vamos começar do começo. R&B é uma sigla para Rhythm & Blues, que grosseiramente significa Ritmo e Tristeza. Rigorosamente trata-se de cantar a dor de cotovelo. Como já foi citado na história do grupo Drifters, o termo foi 'inventado' por um jornalista para determinar o tipo de som que eles faziam. Por que antes do R&B, que surgiu nos anos 40, existia a Race Music e o Doo Wop. Chamava-se Race Music qualquer som feito por negros, que se assemelhasse ao gospel cantado nas igrejas que eles frequentavam. O canto gospel negro é bem característico, por que usa o que chamamos de lamentação. Aqueles gritos exagerados, cheios de falsetes e modulações, que no gospel servem para expressar a dor do cidadão, e fazer com que Deus escute suas preces... E é por isso, basicamente, que Deus abençoa mais à Patty Labelle do que você - haha. 

Então, a Race Music era o som secular, que não falava de Deus, mas que tinha essas características do gritos e modulações, e uma batida bem definida. Só os negros escutavam, só os negros gostavam, os brancos achavam uma pouca vergonha e tudo o mais. 

Na mesma época, o Doo Wop tinha um pouco da excelência vocal do gospel, aproveitando principalmente as harmonias corais. Era uma som mais animado, de festa. E logo caiu no gosto dos adolescente brancos que queriam contrariar seus pais quadrados. A evolução branca do 'Doo Wop' é o Rock 'N Roll. Sério... Acreditem em mim... 

A Race Music, por ser mais cadenciada, custou mais para cair no gosto popular, por que era uma música típica dos adultos, e não dos adolescentes. Mas, eventualmente, um contra-tenor fantástico e suas composições bacaninhas, falando sempre de amor, de uma maneira bem melosa, conseguiram vencer esta barreira, e a música passou a ser tolerada nas paradas pop dos Estados Unidos - e do mundo, consequentemente. A imagem de bons moços, limpinhos apesar de serem negros, dos integrantes do Drifters, só ajudou a popularizar aquela música. Mas chamá-la de Race Music (música racial) não ajudava. E foi aí que surgiu a necessidade do novo nome: R&B. Era uma música ritmada, cadenciada (Rhythm), com vocais apaixonados, afetados, interpretados, copiados do gospel, e letras melosas, que falavam das dores do amor (Blues). 

Da década de 40, quando o Drifters dominava as paradas, até a década de 90, quando Boyz II Men tomou o mundo de assalto, pouco mudou. Houve apenas um salto na época de ouro da Motown - década de 60 - com a 'invenção' do que foi chamado de 'o som da Motown'. Tratava-se de uma batida de fundo grave, de percussão, que vinha como base em todas as músicas, de forma cadenciada, lembrando a batida do coração. Esta batida passou a determinar o ritmo do que era chamado R&B. Nos anos 90 tudo permaneceu lá, e passou a ser comum que um dos integrantes das bandas fosse especialmente designado para os lamentos. No Boyz II Men, esta era a função de Wanya Morris. 

Então, é isso... O R&B é composto basicamente por três elementos: a batida de fundo, no ritmo do coração, o lamento, e - quem lamenta, é por algum motivo - a dor de cotovelo. Precisa ter essas coisas para ser rigorosamente chamado de R&B. 

Sisqo, cortesia de Supajam.
E Rihanna? Bom, ela tem a dor de cotovelo, às vezes... Ela tem a batida do coração, às vezes. Ela tem os lamentos, às vezes... Difícil é colocar tudo numa mesma música! O que chamamos de Urban? Aquelas músicas que estão no meio do caminho entre o pop e o R&B. Aquelas que cheiram como R&B, tem algum elemento do R&B, mas também contém uma tonelada de elementos do pop e da música eletrônica. Esse termo Urban foi inicialmente criado por DJ's norte americanos para denominar artistas de 'cross over' (misturas). Os latinos que faziam sons parecidos com R&B, negros que faziam um som mais semelhante ao Hip Hop (outro capítulo de nossa saga)... Urban, ou urbano, é o som das cidades grandes. Por que no interior não era comum achar pessoas ouvindo esse tipo de som, mais moderninho. No interior até a black music tinha que se disfarçar de country. Um exemplo de Urban??? A música 'Thong Song', do Sisqo. 

No Brasil? R&B virou sinônimo de 'Charme'. Por que, aparentemente, para a maior parte de nossa população, é difícil pronunciar R&B (ar-en-bi). A música ficou conhecida como charme, por ser cadenciada e romântica. Era a música escolhida pelos canalhinhas nas baladas para fazer um charme e pegar as gatinhas... E eu não estou brincando!

E, é isso. Se você ouviu um som, e sentiu vontade de chorar junto com o interprete, isto é R&B. Se quis dançar por que seu coração estava acompanhando a batida, isto é R&B. Se quis gritar junto, e brincou de modular a voz e fazer falsete, tudo na mesma estrofe, isto é R&B. O resto é Urban... E se depois desse texto eu ouvir algum inculto chamar Rihanna de R&B de novo ou, pior, dizer que All-4-One parece Backstreet Boys - já ouvi esta heresia algumas vezes - vou começar a assassinar pessoas!!!







JulyN.
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PQP!!! Dentro da fábula chamada Brasil a floresta encantada deve ser São Paulo!!!

São duas e meia da madrugada e eu estava dormindo pesado, até ser acordada por uns barulhos altos, que me assustaram. Parecia que uma janela aqui do prédio em que moro estava caindo. As janelas aqui são de alumínio, e o barulho que eu ouvia continuamente se assemelhava a algo batendo no metal. Fiquei preocupada, por que estou com visita em um dos quartos, e achei que algo pudesse estar acontecendo. Levantei para conferir. Mais acordada, percebi que o barulho vinha da rua. Eu moro no quinto andar de um prédio mais ou menos antigo, e qualquer barulho na rua vazia ecoa e é ouvido aqui como se tivesse sido produzido dentro do apartamento. Mas, enfim, quem é o ser sem noção fazendo barulho na rua às 2 da matina? 

O caso é que aqui temos sobrelojas. E uma delas esta alugada para uma distribuidora de água. E estamos em São Paulo. E aqui é uma área de exclusão máxima de circulação de caminhões... Vamos explicar tudo isso direitinho...

Era uma vez uma floresta encantada chamada São Paulo. Esta floresta tinha um governante geral, chamado Gilberto Kassab. E um dia ele achou que fosse uma grande ideia impedir a livre circulação de caminhões nesta floresta, achando que isso ia resolver o problema eterno do trânsito do local. E falando assim parece mesmo uma boa ideia... Mas esta floresta em particular é conhecida por uma vida comercial agitada. Produtos têm que entrar e sair daqui em grande escala. A tal restrição de circulação funcionaria assim: durante o horário comercial e de grande circulação de carros na área central, os caminhões seriam proibidos. Ou seja, o dia todo. Em outros locais, a proibição se restringiria aos horários de maior circulação de carros, apenas. Na prática, os caminhões, então, ficaram proibidos de circular pela cidade das cinco da manhã às nove da noite. E eis o primeiro ingrediente do MEU PROBLEMA.

Os moradores desta fábula - oops, país - também não colaboram... Pra que, né? Pra que tentar pensar nos outros, né? Isso dá muito trabalho. Então, a restrição de circulação dos caminhões acontece até às nove da noite... Barulho de carga e descarga de galões de água na minha porta seria até aceitável às dez da noite, ou onze... Às duas da manhã já me deixa bastante irritada. Aí, os meninos fazendo o serviço 'brincam' de jogar os galões vazios na caçamba de metal do caminhão, e enquanto isso vão falando alto uns com os outros... Por que dane-se quem está dormindo, não é? Eles estão bem acordados às duas da manhã!

Este era o barulho de matal batendo que eu estava ouvindo, e quando me dei conta disso, brasileira anômala que sou, imaginei logo que se eu, do quinto andar, tinha acordado com essa perturbação, o que estaria sendo do senhor de uns 80 anos que mora no primeiro andar??? Agasalhei-me para esconder o pijama, e desci para pedir silêncio. Fui educada, pedi aos meninos que diminuíssem o barulho, tomando mais cuidado no manuseio dos galões. 'Eu moro no quinto andar, e o barulho de vocês está ecoando. Isto é um prédio residencial!' A resposta que eu ouvi foi de um verdadeiro brasileiro, normal, com todas as faculdades mentais preservadas (não um anômalo, como eu): 'eu sei, senhora, mas eu estou trabalhando, e não tem jeito!' Ao que eu, ainda achando estar conversando com um anormal feito eu, respondi: 'eu sei, mas vocês podem trabalhar tomando mais cuidado. Não arremessem os galões pra dentro da caçamba, evitem que eles se batam um com o outro. Eu acordei com o barulho dos arremessos...' Ele pediu desculpas, e o barulho diminuiu. Ele fez um esforço... Mas o estrago estava feito. Irritada e acordada, resolvi escrever este texto. 

Quando meu sono é perturbado desta forma, para quem eu reclamo??? Quem defende meu direito de dormir??? Estou pedindo demais desta fábula??? Fico indignada com a falta de semancol dos habitantes desta floresta, irrito-me, quero que melhore. Mas é possível???

O MEU PROBLEMA é o SEU PROBLEMA??? Opine, deixe sua história nos comentários. Eu vou estudar para tentar encontrar a resposta para meus questionamentos, e quem sabe isso não vai te ajudar também?!?









JulyN.
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13 de dez. de 2013

Nesta fábula chamada Brasil... O triste espetáculo do nosso Futebol!

Cedido por OGLOBO.
Eu passei um pouco mais de um mês trabalhando muito, sem ter tempo de ficar acompanhando as notícias do país e do mundo. Na minha semaninha de folga forçada, vi de um tudo, e só não me surpreendi com as notícias por que já sabia que vivia no país da inversão, pra dizer o mínimo. Meus comentários não estão em ordem de acontecimento. Estão mais para a ordem do que me chamou a atenção. Acompanhem comigo...

Não é todo o dia que vemos um bando de sei lá o que - por que me recuso a chamá-los de seres humanos - se pegando e se batendo sem um motivo válido e inteligente numa arquibancada de estádio. Ok, eu poderia estar falando de qualquer jogo Corinthians versus 'A Puta Que O Pariu',- e eu sou corinthiana - mas, incrivelmente não é isso!!! Estou falando daquelas cenas mais que absurdas no jogo do Atlético Paranaense contra o Vasco da Gama. Enfim... O que dizer sobre retardados mentais... Ah, não, estou ofendendo a garotadinha que tem problemas cognitivos, mas que não é selvagem feito esses seres anormais que estavam neste jogo... Enfim, nem tem como ofender essas coisas sem acabar ofendendo qualquer classe que pertença ao xingamento usado. Minha pergunta é simples: qual o motivo da briga? Se alguém conseguir me responder isso, e com essa resposta me convencer de que havia uma razão inteligente e legítima para dar chutes e pauladas na cabeça de quem quer que fosse, bem, eu retiro esta parte da postagem...



Este vídeo foi gentilmente postado pela TV Revolta, no Youtube. Continuando, por que desgraça pouca é Europa. E nós estamos falando de Brasil... Como se não bastasse esse show de horrores ocorrido em campo, a subsequente discussão sobre responsabilidades e punições foi mais lamentável ainda, por que feriu não só quem estava lá, mas também toda uma nação. Foi um triste bate-boca sobre quem era o responsável por controlar o bando de animais - de novo, acabo ofendendo os animais -, quem deveria chamar a polícia, quem deveria impedir a entrada de gente que já tinha ficha na polícia por esse tipo de episódio... Enfim... Meus cabelinhos se ouriçaram com essa constatação de que havia no bando gente fichada por outros espetáculos lamentáveis como este. Quer dizer que o cidadão vai preso por ser um boçal, é liberado, compra ingresso pra outro jogo, não se exige nenhuma documentação dele, e ele entra num estádio de futebol de um país que sediará a copa, e em nenhum desses momentos ninguém o barra por conta da ficha nada limpa dele??? CARALHO!!! 

Aí, depois do jogo da batata quente, veio a mentira das punições... Multinha pros clubes, perda de mando de jogos... Cadeia pra alguém??? NÃO!!! Pra que, né? O cara chuta e dá paulada e não vai pra cadeia por tentativa de homicídio... Claro... Por que o estádio de futebol é uma bolha onde a CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA não tem validade. Só pode ser isso!!! Pra mim, já tinha que começar prendendo os presidentes das torcidas organizadas. Por que quem se intitula presidente de alguma coisa, está ocupando um cargo de RESPONSABILIDADE... Eu estou errada? Na lei do consumidor, o fabricante não é responsabilizado pelos atos de seus prepostos? (Assistindo muito ao Celso Russomano)  Pois é, neste caso o preposto boçal do presidente da torcida organizada - lê-se desculpa esfarrapada para um bando de coisas mal acabadas se unirem e fazerem idiotices - fez toda essa baderna no estádio. O presidente da torcida, que o levou em carreata até lá deveria ser criminalmente responsabilizado pelos atos do idiota, e civilmente também, arcando com as custas - os estragos no estádio. Acho que assim a violência nos estádios seria menor... Mas é o que fazemos??? Não... Pra que? É claro que 12 jogos fora de seu estádio vai revolver tudo. Resolve só pra quem paga a conta dos estragos neste estádio, por que a torcida vai quebrar os estádios dos outros por 12 jogos. Palhaçada!!!









JulyN.
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2 de nov. de 2013

Uma nova maneira de Incrementar a renda!!!

Logo do Inquerito.com.

Oi, galerinha. resolvi fazer esta postagem, para dar uma dica de um site legal, aonde você pode ganhar, facilmente, um dinheiro extra. Estou falando do Inqueritopro.com. Lá você vai ser pago para assistir a comerciais, diariamente, e responder questionários simples. Coisa de minutos do seu tempo de internet por dia. Você pode ganhar à partir de 12 dólares diários. Para tanto, você só precisa ter uma conta no PayPal. 

Ah... Não tem uma conta no site PayPal? Não sabe o que é isso? É pra isso que serve esta postagem, na verdade... Vou te ensinar algumas maneiras legais de também ganhar esse dinheiro, e colaborar comigo, é claro. 


O PayPal é uma empresa de pagamento seguro. É isso. Com a diferença, em relação às outras, que deve ter sido a primeira, e é internacional. Mundialmente aceita, e, principalmente, a principal parceira de pagamentos do Ebay. Você precisa ter uma conta no PayPal para poder receber os pagamentos da Inqueritopro através dela. A parte chata é que os consumidores brasileiros precisam ter um cartão. Ou seja, você recebe, do PayPal, em créditos no seu cartão, que podem ser sacados, se o seu banco lhe permite isso, ou usado em compras. Alguns amigos meus nos últimos dias se queixaram de não ter um cartão para se cadastrar na empresa, então hoje eu vou dar duas dicas para você poder usufruir desta facilidade da internet. 

A primeira não requer muito esforço da sua parte. Você vai entrar no site da PayPal e procurar pelo botão 'criar conta' no canto superior direito da página. Clicará nele. Na próxima página vai mudar para Portugal o seu país ou região. Por que? Por que, se deixar esta régua no Brasil, ao clicar em criar conta para você - este é o próximo passo - será levado a uma página que lhe exigirá o preenchimento de um campo com seu número de cartão. Igualmente, se mudar o país para Estados Unidos, por exemplo, vai ter que ter um endereço lá para que sua conta seja criada. Tudo muito complicado. Para cada país, dependendo das parcerias do PayPal, as exigências são específicas. Por isso escolhemos Portugal. Por algum motivo, as exigências para um cidadão Português ter conta na empresa são poucas. Aí, depois de mudar seu país de origem, e entrar em 'criar conta para você', será levado a uma página cheia de campos em branco, a serem preenchidos. Seu nome completo, um apelido que será seu login na página, um endereço - e aí você pode preencher com o seu endereço brasileiro mesmo, pois o site não verifica o cep neste caso... Enfim, tudo fica mais fácil por que você 'está em Portugal'! E não há a exigência de um cartão. E, pronto, clica lá no botão que diz que você concorda com o termos da empresa, e sua conta será criada.

Aí você se pergunta: mas, pra onde irá, então, o dinheiro que eu receber através do PayPal? Pois é, não vai a lugar nenhum. Ficará na empresa. E que vantagem leva Maria? Bom, o ebay, que é o maior mercado virtual do universo, aceita pagamento desta empresa. Ou seja, você terá um crédito muito bom disponível para ser gasto no maior shopping do mundo!!! Se você se liga em importar produtos pela internet, taí uma maneira de comprar suas coisas, sem gastar o dinheiro do seu orçamento mensal! Outros sites aceitam o PayPal, incluindo o Mercado Livre, e o Submarino, se não me engano... Mas se você ainda não conhece o Ebay, não tem ideia do que eu estou falando... Depois de comprar lá, você nunca mais vai querer comprar em lugar nenhum!!!

Você quer usar esse dinheirinho seu em outros sites, que não aceitam PayPal, ou até em lojas físicas? O jeito é ter mesmo um cartão. Mas você tem restrições, está no osso, tem que passar longe de instituições financeiras... Mas quer ganhar esse dinheiro... Como fazer? Eu não testei esta dica que vou dar, mas parece ser séria... Há um cartão pré-pago. Aparentemente você pode estar sujinho no mercado, e tê-lo, por que na verdade você coloca o dinheiro antes, para poder usá-lo. E aí, você tem sim um cartão, que pode ser usado normalmente, como os outros. E, neste caso, você pode fazer sua conta no PayPal com ele, e receber os créditos da empresa para gastar como achar melhor... Ele se chama 'Meo Cartão' e usa a bandeira Mastercard. É uma opção, certo? 

Lembrando que eu tenho conta em dois sites de mediação de pagamento. E uma delas é o PayPal. Você pode usar seu crédito da empresa para comprar acessórios e cosméticos comigo, no Treasure's Chest. Aceito transferência de créditos como pagamento. Viu quanta coisa dá pra fazer com esse dinheiro que você pode ganhar? Vamos lá? Entrando com o meu link você também garante mais alguns bônus para mim, e quando tiver o seu link, pode fazer o mesmo, divulgando-o entre seus amigos, para também ganhar os bônus. Como disse no início, o mínimo de ganho diário é de 12 dólares. O máximo vai depender de quantas pessoas se juntam à você. 

O que eu vou fazer com o crédito? Comprar uma filmadora descente no Ebay, para melhorar a qualidade dos vídeos da Prima Pobre, para começar... E o céu é o limite!

Lembrando o link para se afiliar: http://InqueritoPro.com/?ref=1455448 





JulyN.
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29 de out. de 2013

Chegou a hora de falar de Boyzone... (Parte 03)

Durante o ano de 1997 os meninos gravaram o terceiro trabalho da banda, batizado de 'Where We Belong'. Este álbum consolidou o sucesso do grupo, que finalmente passava a ser respeitado como uma das maiores atrações pop de todos os tempos. O prestígio alcançado pelo grupo, depois de muito trabalho nos álbuns anteriores, garantiu algumas vantagens para este disco. Bons compositores, incluindo os próprios membros da banda, e um direcionamento mais firme quanto à produção do LP. 

O primeiro single deste álbum a ser lançado, em Julho de 1997, foi "Picture of You". Já falamos sobre a música, e a creditamos ao segundo disco em alguns países, não é? Mas para o público do Reino Unido e da Irlanda, esta música passou a ser parte integrante deste álbum, que na época, começava a ser produzido. Na França, uma música no idioma local foi lançada como single em outubro. Tratava-se de "Te Garder Pres De Moi", versão para 'Working My Way Back to You', que contava com a participação de um grupo Francês chamado Alliage. Esta faixa foi incluída no lançamento do álbum na França. 

Em novembro de 1997, o segundo single era lançado. Tratava-se da regravação da famosa 'Baby Can I Hold You', da cantora Tracy Chapman. No mesmo single, era lançada também a faixa 'Shooting Star', um solo belíssimo que Stephen Gately fez para a trilha sonora Irlandesa do filme Hércules, da Disney. O terceiro single foi 'All that I Need', lançado em abril de 1998, um mês antes do lançamento do álbum no Reino Unido. Nesta ocasião, esta era a lista de músicas do LP:


5. "And I" 
11. "This Is Where I Belong" 
12. "Will Be Yours" 


Um convite especial surgiu para o grupo no verão daquele ano: gravar uma música de Andrew Lloyd Webber (letra de Jim Steinman) para a trilha sonora oficial de um musical do mesmo produtor, que fora lançado naquele ano. 'Whistle Down the Wind' era uma adaptação do filme de mesmo nome, lançado em 1961. Os meninos pularam na oportunidade, gravaram a música, e a lançaram como single em agosto do mesmo ano. E ela tornou-se a música mais importante da história do grupo. Tratava-se de 'No Matter What'.

Eu queria ser imparcial, mas esta não sou eu. Quem assiste às apresentações ao vivo desta canção percebe claramente o prazer que Stephen Gately sentia ao interpretá-la. A impressão que tenho é que o rapaz estava realizando um sonho ao gravar uma música de um dos maiores produtores de musicais da história. E era com esta música que ele mais brilhava no palco. 

Enfim, o sucesso da música obrigou os meninos a reagruparem faixas para o lançamento do álbum no resto do mundo. Em Novembro, o lançamento para o mercado americano saiu um pouquinho diferente. Além de incluir a música supra citada, os produtores foram espertos ao incluir músicas de compositores americanos, incluindo Diane Warren, considerada a maga das músicas românticas. O single lançado no mesmo mês de 'I Love the Way You Love Me' tentava introduzir de maneira americanizada os meninos a este público tão diferente. A música tinha sido composta originalmente por artistas do universo country, e fora inicialmente gravada em 1993 por John Michael Montgomery. E eis a lista completa das músicas do disco americano:


1. "I'll Never Not Need You" 
4."No Matter What" 
5."Picture of You" 
6."Baby Can I Hold You" 
7."All That I Need" 
8."One Kiss at a Time" 
9."And I" 
10."That's How Love Goes" 
11."Where Did You Go" 
12."Will Be Yours" 
13."Must Have Been High" 
14."You Flew Away" 
15."I Love the Way You Love Me"



Também em Novembro de 1998, uma segunda edição do álbum foi lançada no Reino, incluindo as faixas 'No Matter What' e 'I Love the Way You Love Me'. A versão japonesa do disco, por sua vez, não contava com essas faixas, e sim como 'Never Easy', 'She's the One' e 'Shooting Star'.


O sucesso trouxe dinheiro para jovens inexperientes, e as tensões internas, as brigas de ego e outros fatores começaram a interferir nos relacionamentos entre os meninos. Ronan Keating perdeu sua mãe para o câncer de mama em 1998, e sua família começou a desmoronar depois disso. A bebida passou a fazer parte de sua vida diária, apesar de, no mesmo ano, ele ter ganhado talvez o maior e melhor apoio com o qual ele poderia contar. Ele e Yvonne se casaram em Abril. E, opinião pessoal minha, ela passou a segurar muita barra pesada de seu marido em crise familiar, crise no trabalho, crise psicológia, vício...

O sucesso pode esconder muita coisa, camuflar muitas crises. Além de Ronan, outro membro vivia um impasse pessoal. Stephen Gately era homossexual, e vivia o desespero de não saber se saía do armário ou não. Temia a reação do público feminino do grupo. Temia prejudicar seus companheiros de banda. O jornal sensacionalista 'The Sun', naquele mesmo ano, conseguiu fotografar Steo com seu namorado, ex-membro da banda 'Caught in the Act, Eloy de Jong. E, antes de publicar a matéria, os jornalistas entraram em contato com Gately, para negociar uma entrevista exclusiva. Ele poderia se revelar gay, e parecer seguro e certo de si mesmo para milhões de pessoas, ou o jornal podia simplesmente publicar as fotos, como o grande furo do ano. A escolha era dele. Numa tentativa de minimizar os danos, ele escolheu a primeira opção, e se tornou o primeiro membro de uma boyband a admitir a homossexualidade.



1999 entrava cheio de crises a serem manejadas. Mesmo assim, os rapazes continuaram trabalhando. Eles regravaram uma música originalmente de Billy Ocean, e encurtaram seu título para 'When the Goin Gets Tough'. A música fazia parte do projeto anual 'Comic Relief Telethon'. Foi lançada em março de 1999, e se tornou um grande sucesso. O próximo single lançado foi da regravação de 'You Needed Me', originalmente gravada em 1978 por Anne Murray. No mesmo mês, maio, era lançado o álbum 'By Request', um Greatest Hits que introduziria os fãs ao período gelado do hiato da banda. Para não perder o hábito, foram várias versões diferentes deste LP, em diferentes partes do planeta. A lista principal das músicas era esta:

1."I Love the Way You Love Me" 
2."No Matter What" 
3."All That I Need" 
4."Baby Can I Hold You"
5."Picture of You" 
6."Isn't It a Wonder" 
7."A Different Beat" 
8."Words" 
9."Father and Son" 
10."So Good" 
11."Coming Home Now" 
12."Key to My Life" 
13."Love Me for a Reason" 
14."When the Going Gets Tough" 
15."You Needed Me" 
17."All the Time in the World" 
18."I'll Never Not Need You" 
19."Walk On (So They Told Me)" 

A versão francesa do disco obviamente contava com a faixa "Te Garder Pres De Moi". A versão japonesa contava com mais três músicas: 'Everyday I Love You', 'Will I Ever See You' e 'No Matter' (composição de Keith Duffy). A versão Australiana ainda contava com as faixas: 'I've Got You', 'Let the Message Run Free', 'Get Up and Get Over' e 'Mystical Experience'. Mais tarde ainda naquele ano, um EP com alguns lados b-s de singles foi lançado. As faixas contidas eram: "What a Wonderful World" (com Alison Moyet), 'Love Can Build a Bridge' (com Comic Releaf Supporters), Worlds Can't Describe e Too late Tonight.


Em Julho de 1999, quando o grupo promovia este disco, Ronan foi convidado a gravar 'When You Say Nothing at All' para o filme Notting Hill. E o fez. Lançou a música que se tornou o seu maior sucesso, e com isso dava início a uma muito bem sucedida carreira solo. Este passo dado por ele ajudou a agravar a tensão entre os integrantes do grupo.

Em novembro eles lançaram o single de 'Everyday I Love You', que não fazia parte do álbum lançado no Reino Unido. Foi depois deste lançamento que eles tiveram uma conversa importante, e decidiram se separar por um tempo, à princípio, para que os meninos pudessem buscar seus projetos pessoais. Claro que o desejo de Ronan de se lançar como um artista solo foi determinante para esta decisão... Sua vida pessoal estava bem bagunçada, incluindo até um processo que seu próprio pai movia contra ele. Lidar com os egos de mais quatro pessoas parecia demais naquele momento. O sucesso da música de Notting Hill encheu o moço de expectativas de que conseguiria manter o nível de popularidade sozinho... Em breve vamos falar mais à fundo sobre o Ronan. Por enquanto, paramos por aqui...


Andrew Cowles e Stephen Gately.

O 'término' do Boyzone foi muito difícil para Steo. Ele encontrava naquele grupo o apoio que não recebia da família, por conta de sua condição de homossexual. O namoro com Eloy de Jong acabou sofrendo, bem como a sanidade mental dele. De 2000 a 2002 ele lutou contra a depressão e o vício em drogas prescritas, e teve que tentar forjar uma carreira para si. Foi o primeiro a lançar um disco solo, e alcançou moderado sucesso. É claro que, com a vida pessoal desorganizada, ficava bastante difícil focar no profissional. Em 2003, ainda tentando se recuperar dos baques sofridos, foi apresentado a um empresário da internet, Andrew Cowles, por amigos em comum - Elton John e David Furnish. No final do mesmo ano, os dois casaram em Las Vegas. E, em 2006, oficializaram sua união na Europa. Durante esse tempo, com a calma e firmeza de Cowles, Steo foi se recolocando como um profissional multifacetado, e re-encontrando um equilíbrio. Estrelou musicais, peças teatrais e fez vários trabalhos na televisão. Em adição, tornou-se, relutantemente, um ativista para os direitos civis dos homossexuais. Ele mesmo só queria viver a vida e ser feliz. Mas acabou se tornando um grande expoente do movimento civil.


Os outros integrantes do grupo também buscaram seus espaços. Keith participou de vários programas de tv, como apresentador e participante de games e reality shows. E passou a advogar em prol de uma maior consciência popular em relação ao autismo, depois que sua filha nasceu portadora, em 2000. 

Mike virou ator... Alguns filmes e muitas participações na tv estão em seu currículo. E talvez seja ele o portador da vida pessoal mais organizada, pois priorizou sua atenção para a família durante o tempo em que o Boyzone esteve parado,



Shane se voltou para sua maior paixão: carros. Passou a participar de corridas oficiais, enquanto também aparecia como convidado em vários programas de tv, como uma personalidade. E também teve seus probleminhas com as bebidas... Lynch casou-se em 1998 com Easther Bennett, vocalista do grupo de R&B Eternal. Infelizmente eles já estavam separados em 2000. Ou seja, acrescentava-se ao conjunto de crises do Boyzone mais este probleminha pessoal. O moço se debateu um pouquinho por uns dois anos após o término da banda, até converter-se ao cristianismo e começar a colocar ordem na vida.

As amizades permaneceram. No começo, assim que a banda se separou, houve uma distância inicial natural, para curar as feridas das brigas internas. Com o tempo, também naturalmente, os meninos foram se reaproximando. Keith e Shane colaboraram em algumas composições. Ronan e Steo estavam sempre prestigiando um ao outro em shows e eventos. Mike talvez tenha sido o membro que mais tempo ficou afastado dos outros, e incrivelmente o que menos tinha motivos para isso. Sua natural calma acabou por fazer com que ele simplesmente seguisse adiante com a vida, sem procurar os outros com tanta frequência. Mas eles estavam sempre se falando de tempos em tempos, pois sentiam saudade das boas coisas que a banda lhes proporcionou. A verdade é que eles passaram pelas maiores crises pessoais até então juntos, um dando apoio para o outro. E sentiram falta, depois de um tempo, desta irmandade. Na segunda metade da década passada, as feridas pareciam estar fechadas, e a saudade de uma maior convivência começava a bater...

No próximo capítulo falaremos da volta do grupo!!! Da triste tragédia que se abateu logo depois, e da tenacidade dos rapazes. 







JulyN.
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18 de out. de 2013

Instituto Royal, beagles mortos, a pataquada toda!!!

Cedido por Luisa Mell.

Oi, amigos e amigas! Passei uma quinta feira muito da infeliz, e parte dessa infelicidade advinha do fato de eu estar sem computador. Meu windows não iniciava. Nem em modo de segurança. Foi só à noite que tive meu problema resolvido e pude acessar este sagrado mundo pelo qual já estou viciada. Poder escolher o que se vai consumir como informação é uma benção... Ter o mundo literalmente numa tela, é fantástico. Pelo menos parecia ser assim, até que abri o Facebook...

Dentre uma porção de coisas triviais e nem tanto, partilhadas pelos meus amigos de rede social, uma coisa me chamou a atenção. A veterinária da Candy mandou uma postagem à respeito de uma manifestação em frente a um instituto de pesquisa em São Roque, e sobre beagles sendo mortos... Beagles, aqueles cachorrinhos brancos com manchas marrons... Orelhudos, bonitinhos, brincalhões... Esses aí... Enfim, não tinha ouvido falar sobre nada disso antes, e achei meio utópico tentar parar a ação de extermínio dos animais aparentemente no momento em que tudo estava ocorrendo. Mas, como se tratava de cachorros, e é notório que gosto deles, fui pedir ajuda pro amigo Google, para saber o que realmente estava acontecendo... E, basicamente, a tão sonhada liberdade de escolha de conteúdo acabou estragando meu começo de sexta. Aqui estou eu, de madrugada, precisando falar sobre o assunto... 

Logomarca do Instituto Royal.
Vamos lá... Segundo o próprio site da empresa, o Instituto Royal é uma OSCIP (Organização de Sociedade Civil de Interesse Público) dedicada ao desenvolvimento tecnológico e de inovação com forte atuação na área de medicamentos: Citotoxicidade, Toxicologia, Genotoxicidade, Farmacocinética, Segurança Farmacológica, Métodos Alternativos ao uso de Animais. Atenção a este último item! Isto significa que esta empresa trabalha na pesquisa de maneiras alternativas ao uso indiscriminado de animais em testes laboratoriais, como cobaias... É o que eles dizem... E, atenção à sigla OSCIP, por que ela basicamente significa que esta instituição recebe dinheiro nosso para fazer o que faz, seja lá o que for.

Então, que negócio é esse de Beagles estarem sendo mortos lá em São Roque, para esconder provas de falta de ética na lida com animais cobaias, AGORA, neste momento, enquanto escrevo isso???

Pois é! Quem encabeça esta chamada de protesto é a famigerada Luísa Mell... Sim... Enfim, segundo ela, e seu amigo da 'Proteção Animal', há provas documentadas das crueldades pelas quais os animais passam... Laudos e até vídeos de ex-funcionários... Não achei nada disso disponível na internet, e também, depois de uma longa pesquisa, cheguei à conclusão que isso não tem importância, visto que nossa lei permite o uso dos animais em testes industriais. Isto, por si só, deveria ser suficiente para encerrar o assunto. Mas não é! Parece-me que há uma resolução do Ministério da Saúde, condicionando o uso de animais em testes laboratoriais apenas em situação de necessidade, quando disso depender a vida humana. Parece-me muito justo que um lindo Beagle morra, para ajudar nas pesquisas da eficácia e dos efeitos de um medicamento que depois será usado nos nossos filhos... Não. Na verdade, não parece não... Não gosto de imaginar que um cachorrinho, bonitinho e todo cheio de amor pra dar, como a Candy, seja submetido a esse tipo de coisa. Mas esta é uma questão ética. Até aonde é legítimo o uso dos animais em testes químicos? Os medicamentos desenvolvidos através desses testes, não nos fariam falta? Não sei o que dizer sobre este ponto específico. 


O fato de haver (e aí, comprovadamente) uma irregularidade no alvará de funcionamento do Instituto Royal lá em São Roque, começa a levantar mais suspeitas. Ativistas dizem ter fotografado os cachorros acondicionados de forma cruel. E isso sim, a lei proíbe. Você pode injetar coisas toxicas no bichinho, e arrancar partes do corpo dele enquanto ele ainda vive, causando-lhe dores profundas. Mas não pode colocá-lo num espaço diminuto, amontoado com outros animais. Ele tem que ter espaço pra sofrer e chorar as torturas que sofre (silêncio de perplexidade). Então, com isso, justificaria-se uma denúncia de maus tratos e uma possível fiscalização das dependências do local pelas autoridades competentes. E isso foi feito. Wilson Velasco Jr., promotor do Meio Ambiente em São Roque, acompanhou esta vistoria no local. Ele aguarda laudo da visita para decidir se chama o instituto para firmar um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) ou instaurar ação civil pública. Ou seja, o promotor esteve lá, e presumo que enxergue, sei lá... O que vai estar escrito no tal laudo, ele viu... E, mesmo assim, nada foi dito à população até agora, nada foi esclarecido, eu dou meu dinheiro para esta empresa e eles podem estar maltratando Beagles com minha verba, sem que eu tivesse conhecimento disso, e o promotor público, ou seja, o meu promotor, não pode me contar o que está acontecendo? Ah, tá...

Cedido por Luisa Mell.
O caso é que o Instituto não nega que faz testes nos animais. Afinal, é permitido. O que não é mostrado, o que se tenta esconder, é o tratamento dado aos cachorros. Por que aí, sim, dependendo do que é feito, eles estariam incorrendo em um crime. O que chega, em termos de denúncia, por parte dos manifestantes que estão à porta da empresa é que eles se recusam a deixar a população em geral entrar para ver as condições de trabalho do local. Teoricamente, quem não deve, não teme. Outra questão que levanta dúvidas é o fato de, nesta noite, enquanto acontecia o protesto à porta, e funcionários se encontravam dentro do Instituto, houve o momento em que, após o vazamento de informações internas para a rede social Facebook, os celulares foram confiscados de quem estava à trabalho no local. De novo, se não há nada a esconder, por que tanto medo de mostrar? 

Enfim... O caso é que agora temos esse problemão... Cães são usados nas pesquisas deste Instituto. A lei permite, contanto que observados alguns parâmetros éticos. Houve denuncia de que isso não acontece. Houve uma fiscalização, da qual não temos o resultado. O Ministério Público parece fingir que não vê a situação. Manifestantes à porta do local dizem que cachorros foram mortos esta noite, numa tentativa de queima de arquivo. O Instituto não permite a entrada de representantes da população, para averiguar as instalações e os trabalhos... Além de pesquisas para a área de medicamentos, eles também pesquisam aditivos alimentares, e químicos cosméticos. Como podemos ter certeza que os Beagles não são usados nessas pesquisas também? E um dilema ético sobre até que ponto podemos dispôr da vida de outros seres... Dúvidas, dúvidas, dúvidas... 

Quanto aos testes para a indústria cosmética, que é o que acaba sendo o calcanhar de Aquiles das empresas químicas, o grupo de proteção animal Humane Society International (HSI) enviou um relatório ao Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) pedindo a proibição no território nacional dos testes em animais para cosméticos. Os testes em animais para cosméticos são antiéticos porque causam dor aos animais para o consumo de produtos não essenciais. O relatório fornece evidências que mostram que empresas de cosméticos não precisam testar seus produtos ou ingredientes em animais para inovar. Na realidade, um número crescente de países – os 28 Estados-Membros da União Europeia, assim como Israel e Índia – já baniram os testes em animais para cosméticos. Empresas livres de crueldade associam os testes sem animais já disponíveis, que fornecem resultados mais previsíveis do que os testes que fazem uso de animais, com ingredientes existentes que têm uma longa história de uso em cosméticos.O CONCEA, uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, irá debater o relatório na sua reunião plenária nos dias 23 e 24 de Outubro. A organização HSI está pedindo ao CONCEA para que tome medidas para pôr fim aos experimentos que causam sofrimento aos animais.

Bom, fato é que este assunto precisa ser debatido, amplamente, largamente. Nós, a população, não podemos permanecer alienados e deixar que terceiros com interesses restritos definam o que pode e o que não pode... Nós temos que nos fazer ouvir. Seja qual for sua opinião, faça seu barulho. Só sei que, se eu tivesse uma resposta concreta para tudo, este blog não existiria!









JulyN.


Atualizações!!!
O tempo foi passando, e o assunto continuou pairando. O fato de eu ser sim uma defensora dos animais, de modo geral, faz com que as pessoas me procurem para falar sobre o assunto... Então, acabei fazendo uma postagem esclarecendo meu posicionamento em relação ao fato da empresa AVON, de quem sou consultora, testar seus insumos em animais... Achei pertinente colocar esta postagem no meu blog de vendas de cosméticos e acessórios. Mas como também acredito que o que foi escrito lá acrescenta a esta postagem aqui, eis o link! Boa leitura.
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5 de out. de 2013

Chegou a hora de falar do Boyzone... (parte 02)

Então, vamos falar um pouquinho de 'Said & Done'? No segundo semestre de 1994 os meninos trabalharam demais. Entre uma promoção e outra para os singles lançados, eles gravaram o primeiro disco, contando com o auxílio de treinadores vocais e todo um aparato para garantir que meninos selecionados de um anúncio de jornal não fizessem feio. Em Outubro, apesar do sucesso dos dois primeiros singles já lançados pela banda, o disco foi lançado apenas na Irlanda, sem que fosse feito muito alarde sobre isso. E passou um pouco desapercebido, em detrimento do sucesso nas rádios e na tv, com os vídeos lançados. Um mês depois, já no final de Novembro, o Reino Unido foi contemplado com o lançamento. E os Estados Unidos receberam o mesmo privilégio apenas em 1995, depois do lançamento de 'Key to My Life'. 

A pressa em lançar um disco para capitalizar em cima dos meninos, depois de um investimento inicial, fez com este álbum viesse com algumas regravações. E veio daí a fama do grupo de ser uma banda de remakes. 'Working My Way Back to You', foi lançada apenas na primeira versão Irlandesa do disco, sendo que todas as outras impressões já vinham com 'Father & Son', ao invés dela. 'Love me For a Reason' e 'Key to My life' estavam ambas na lista de músicas, que também contava com: 'Together' (original), 'Coming Home Now' (original), 'Oh, Carol' (regravação), 'When All is Said and Done' (Original), 'So Good' (original), 'Can't Stop Me' (original), 'I'll Be There' (original), 'If You Were Mine' (original), 'Arms of Mary' (regravação), 'Believe in Me' (original).

No resto do mundo, o disco foi sendo lançado em 1995, com destaque para os EUA e o Japão. No segundo, o álbum contava com uma faixa a mais, inédita, chamada 'Here to Stay'. Apenas um ano depois de ser lançado no Reino Unido, o trabalho alcançou as paradas de sucesso, sendo cotado nas listas de mais vendidos. Foi um ano de muito trabalho de promoção para o grupo, até que eles conseguissem se solidificar no mercado pop, e ganhar seu grupo de fãs. 

Nos intervalos da promoção do primeiro LP, os meninos entravam em estúdio, já gravando o que seria o segundo disco, 'A Different Beat'. O primeiro trabalho tinha sido um lançamento mais modesto por parte da gravadora, testando mercados um a um, sem muito risco financeiro envolvido. Como os meninos tinham conseguido se estabelecer nos locais aonde o álbum fora lançado, era hora de pensar numa promoção a nível mundial. Na França, no meio de 1995, eles lançaram o single de 'Love Me For a Reason', e ele estourou. Este era o primeiro single do grupo no país. Por isso, a música acabou sendo incluída na versão francesa do segundo álbum da banda... E assim foi, várias versões para o mesmo disco, em vários lugares do planeta, em várias datas distintas, entre 1996 e 1997. Bom demais pra quem é fanático, e pretende colecionar o material da banda, né? (sendo irônica) A lista de músicas do lançamento 'original' era esta: 

1. "Paradise" (original)
2. "A Different Beat" (original)
3. "Melting Pot" (regravação)
4. "Ben" (regravação)
6. "Isn't It a Wonder" (original)
7. "Words" (regravação)
8. "It's Time" (original)
9. "Games Of Love" (original)
10. "Strong Enough" (original)
11. "Heaven Knows" (original)
12. "Crying In The Night" (original)
13. "Give A Little" (original)
14. "She Moves Through The Fair" (música tradicional)

Aí, nunca é tão simples assim, né? Estamos falando do Boyzone... Dentre as várias versões do disco pelo mundo, a japonesa (sempre ela) tinha duas músicas a mais, ambas originais. Era elas 'Angel' e 'What Can You Do For Me?'

Os dois últimos países a receber o lançamento do disco foram a Austrália e os Estados Unidos. Já era 1997, e os meninos já estavam planejando o próximo álbum. Um single foi lançado. A música 'Picture of You' - uma das músicas mais legais do cancioneiro pop - figurou como tema original do filme do Mr. Bean. Era, teoricamente, a primeira música do terceiro LP. O sucesso dela, e os prêmios de composição abocanhados por Ronan, fizeram com que a gravadora resolvesse colocá-la como faixa extra do segundo disco nos dois países retardatários. E o álbum fez muito sucesso nos dois. Além desta faixa, uma outra chamada 'Mystical Experience' foi lançada no mercado americano, na tentativa de fazer uma base de fãs ali. Para bandas europeias, é muito difícil conquistar este mercado. O álbum fez sim muito sucesso na terra do tio Sam, mas por conter a regravação de 'Ben', de Michael Jackson. Não era comum ouvir outros artistas cantando músicas do Rei do Pop, e isto chamou a atenção do público americano.

Eu tive meu primeiro contato com a banda em 1996, quando um amigo comprou 'A Different Beat'. Ouvia muito este disco com ele. Mas não dava muita importância. Era o meio dos anos 90, o grande barato desta que vos escreve era assistir à MTV. E eu cancelava tudo o que tivesse que fazer nas noites de premiação. Inclusive o Europe Music Awards. E, em 1996, além da apresentação de Robbie Williams (que, por si só, já me interessava), eu pude ver o Boyzone, pela primeira vez. Infelizmente eles não cantaram nadinha deles. Fizeram um pot-pourrie da Motown, com o cantor Peter Andre. E iam passar desapercebido por mim, se não fosse um único close no Stephen Gately. A coisa mais linda!!! Apaixonei na hora!!! E corri, no dia seguinte, para a casa do meu amigo, para dar uma maior atenção ao disco que ele tinha...

Em algum momento nesta época, eu realmente não vou lembrar exatamente quando, o Boyzone veio ao Brasil. A impressão que os fãs tiveram dos meninos foi de que eles eram simpáticos, com ênfase no bom trato do público por parte do Stephen Gately. E, apesar de ser o frontman da banda, Ronan se mostrou mais distante. Eu credito isso à comparação... Gately era efusivamente carinhoso com todo mundo o tempo todo. Ronan era mais reservado, tinha um jeitão mais Irlandês. No Brasil, por questões óbvias, Steo se deu melhor. Outra coisa que observo é que Keating foi se soltando um pouco mais com o passar dos anos. Na adolescência ele era mesmo muito cheio de si (não me batam, sou fã do Ronan, olhem o resto do blog, há inúmeras referências positivas a ele).

Por hoje, é isso. Na próxima parte, falaremos da consolidação do sucesso mundial da banda, da honra de gravar uma música inédita de Andrew Lloyd Webber, das brigas internas e da separação que rolou... Fiquem conosco!!!







JulyN
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