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15 de abr. de 2016

Sessão Pipoca: Concussion (Um homem entre Gigantes).

Foto cortesia de A Hora do Filme.
E eis-me aqui pra finalmente poder comentar à respeito do filme e do ator que foram o centro de uma polêmica em Hollywood. Concussion, ou em Português, Um Homem entre Gigantes. Enquanto fazia meu artesanato, botei o filme pra rodar...

Já vou começar desfazendo o suspense e dizendo que sim, o filme foi muito esnobado pelo Oscar. Mas não estou falando apenas de Will Smith. Já voltamos a isso. Falemos, primeiro, por alto, sobre o que é esta película...

É uma história real sobre um médico nigeriano super gabaritado - cheio de especializações e muito estudado -, que descobre, post mortem, durante uma autópsia, uma condição cerebral no jogador Mike Webster, que justificaria sua demência e depressão no fim da vida. Com suicídios e mortes estranhas de vários jogadores recém aposentados da mesma geração de Mike, a correlação das condições cognitivas precárias destes jogadores no fim da vida, com tal lesão, fica inevitável. E, correlacioná-la com o que todos eles tinham em comum - o futebol americano - fica inevitável.

Acompanhamos, à partir disso, a luta de doutor Omalu em se fazer ouvir pela poderosa NFL - Liga Nacional de Futebol Americano -, e todas as implicações políticas, financeiras e pessoais que suas descobertas trazem. Apesar de seguirmos a história do ponto de vista de doutor Omalu, interpretado por Will Smith, o filme apresenta uma parada de coadjuvantes de dar gosto, interpretando jogadores que o público americano aprendeu a amar, alguns já mortos por conta da doença descoberta, e também os chefões e médicos da liga, estes todos ainda vivos... Ou seja, o filme teve que ter algum cuidado aí, tentando, claro, não sacrificar a história. E acho que fizeram um excelente trabalho. 

A direção foi generosa, a fotografia é bem legal, a edição deixa um bocadinho à desejar, mas nada que prejudique o andamento do enredo, e as atuações estão de muito boas a soberbas. Will Smith começa tímido, mas aplaudo o fato dele ter conseguido abstrair da minha cabeça quem ele é durante uma hora e meia. Nós realmente esquecemos de MIB, Rap, ou qualquer outra gracinha... Até Fresh Prince of Bell Air. Merecia indicação? Talvez. Ainda acho que sua melhor atuação foi em À Procura da Felicidade. 

Pra mim, os grandes destaques em termos de atuação neste filme são os atores David Morse, que interpreta a lenda do futebol americano Mike Webster, e Alec Baldwin, no papel do médico que apóia doutor Omalu em suas pesquisas. A parceria com Will nas cenas com diálogos mais carregados acabou sendo uma boa coisa para o rapper, por que Alec dá uma elevada no nível, e Will acaba acompanhando. Se fosse ser conservadora, indicaria Alec à melhor coadjuvante. Por mérito, eu quebraria tudo e indicava David Morse, que me fez chorar na única cena longa que ele tem no filme. Boa parte do tempo Mike Webster no filme é um grupo de lâminas de laboratório. Ele aparece vivo só no início do filme, para que entendamos o que aconteceu. A cena em que ele, desesperado, pede ajuda de seu amigo e médico - papel de Alec -, e acaba sendo tratado com calmantes, ao invés de receber uma atenção mais qualificada... Nossa... É de cortar o coração. Você sofre com ele, e se este jogador de fato passou por uma crise tão pungente de depressão e demência, a NFL deveria se envergonhar muito de ter tirado a humanidade de um homem desta forma. Esse foi o tanto que a cena me impactou... E aí, em seguida, ele aparece já morto, na sala de autópsia, sujo e desgrenhado, com a boca aberta e roxa. Você chora.... De tristeza mesmo... Belíssimo trabalho do ator. Tô imaginando que ele devia ser fã desse Mike Webster. 

Gostei? Demais da conta. Filme corajoso, com fator humano muito bom... Bom filme mesmo, e dou o braço à torcer. Jada Pinkett até não estava tão errada nos protestos dela contra a falta de indicação do Will ao Oscar. Não foi a melhor coisa que ele fez, mas devo admitir que ele se despiu de Will Smith ali. A gente quase esquece que é ele interpretando o médico... O filme merecia mais cartaz, sem dúvida. 



JulyN. 
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A opinião do Pirula sobre a Internet limitada...

Ilustração cortesia de Hype Science.
Olá, amigos e amigas... Eu acho que já aqui no blog recomendei outras vezes o canal do Pirula no Youtube. Biólogo, doutor em Paleontologia, professor, um carinha bacana que tem um canal de variedades no Youtube, aonde ele apresenta ciência e opinião. Por que gosto do canal dele? Ele sempre pesquisa a pauta de seus vídeos, tenta se informar, faz a coisas de uma maneira mais acadêmica. Então, sempre acaba nos fornecendo subsídios para o pensamento. Gosto disso. Posso nem sempre concordar com ele, mas, ao menos, ele me faz pensar. 

E ele também deixou lá a opinião dele sobre esta polêmica da internet. Fez uma pesquisa bem mais ampla que a minha, e discursou sobre vários aspectos que eu nem falei em meu texto sobre o assunto. Então, pra complementar nosso quadro sobre o assunto, recomendo agora o vídeo dele...







JulyN.
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Violência no futebol... Violência na vida!!!

Ilustração cedida por .
Olá, amigos e amigas... Tudo belezinha com vocês? Espero que sim... Estava eu assistindo ao noticiário da hora do almoço, enquanto comia satisfeita o melhor feijão que já fiz - entendam, passei a comer feijão depois dos trinta, pois antes eu não gostava -, quando ouvi surpresa os relatos de prisões feitas aqui no município de São Paulo, oriundas das investigações sobre o confronto/tumulto/ato de violência/ASSASSINATO ocorrido no domingo em que tivemos um jogo clássico de futebol entre Palmeiras e Corinthians. 

Deixe-me esclarecer... Sou torcedora. Adoro futebol. E sou Corinthiana. De verdade. O que eu não sou é uma psicopata usando o escudo de um time, andando em bando e carregando paus e outras armas pra dentro de estádios, aonde o objetivo é ASSISTIR ao jogo, e não fazer exercício físico usando o torcedor de outro time como saco de pancada. Deu pra entender meu posicionamento?!? Não acho que seja uma característica de torcedor nenhum ser violento ou promover qualquer tipo de vandalismo. Torcedor torce. Quem é violento e pratica vandalismo leva outro nome: MARGINAL!!! PSICOPATA!!!

A postagem poderia acabar aqui, né, por que acho que já fui bem clara. Mas vamos tentar explicar minha motivação para escrever este texto. Dentre as prisões feitas por esses dias - todas preventivas, até que o caso todo seja apurado - três rapazes são reincidentes. E não se trata de reincidência em depredações ou qualquer coisa menos importante. Os três ficaram conhecidos pelo país todo por que dois deles foram presos na Bolívia há alguns anos atrás, quando o Corinthians jogou lá, acusados de participação na morte de um menino de 14 anos... O terceiro, que acabou assumindo ser ele o portador do rojão disparado no estádio naquele dia, que atingiu o menino, na época era menor. Conseguiu voltar ao Brasil, e quando a justiça Boliviana pediu à nossa justiça que ele fosse enviado pra lá, pra ficar na cana com os outros criminosos, nosso governo, a OAB, e o diabo à quatro, interviu.

Pois bem, salvamos as peles de um assassino e seus comparsas. Torcedores do Corinthians, tadinhos... Meninos bons, trabalhadores... Nunca tinham feito nada de errado... Ah, tá... Então como é possível que nos anos após o ocorrido na Bolívia ouvimos muitas notícias sobre crimes, violência e até morte envolvendo os meninos que estiveram presos naquela ocasião?!? Ou os bolivianos têm mais faro para futuros bandidos, ou eles fabricaram bandidos na cadeia, e devolveram pra nós depois. Fato é, existe sim aquela pessoa que escorrega no tomate e faz besteira uma vez, e nunca mais volta a fazer nada de errado, ou pelo menos não faz nada digno dos noticiários. E existem os bandidos profissionais... Os que reincidem, os que têm na contravenção um hábito, e que não acham que estão fazendo nada demais. E, neste segundo caso, os sinais vão se acumulando durante a vida da pessoa. Ele não se torna magicamente um bandido de uma hora pra outra. 

Sérias medidas têm que ser tomadas em relação a isso. Não em relação às torcidas, mas em relação aos bandidos que usam as mesmas como escudo para seus atos criminosos. E, como resolver? Eu começaria pela lei. Somos brandos... Esse menino que foi preso nesta confusão de agora, confessou um assassinato no passado. Aí, por que ele era menor, isso não vai contar num julgamento, numa avaliação de conduta... Como assim??? Livramos ele de cadeia por assassinato na Bolívia, e ele foi preso por ter agredido uma família inteira de Palmeirenses.... Fica claro aqui que o rojão no estádio anos atrás não foi sem querer, e que as intensões dele nunca foram boas. A lei tem que mudar pra casos assim, pra podermos tirar esses marginais do meio de nós. Simples assim. Acabar torcida organizada resolve? Não!!! Proibir duas torcidas em clássicos?!? Que brochante e pouco efetivo, já que os confrontos ocorrem quase em sua totalidade fora dos estádios... E, sem uma carteirinha de clube, ele vai se juntar a outro bando qualquer, com outros marginais, e continuar fazendo porcaria, por que já deu pra perceber, no caso desse menino, que este é o caráter dele.

Eu acho que nós, como população, como cidadãos desta fábula, temos que começar a exigir dos governantes medidas mais inteligentes de contensão da violência, e punição mais severa para quem pratica. Tive dificuldades para dormir durante à noite, e, para me distrair, acabei assistindo a um documentário norte-americano que vai de encontro a este assunto. Numa próxima postagem falaremos disso. 



JulyN.
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Banda larga franquiada... Francamente...

Ilustração cedida por Tecmundo.
Olá, amigos e amigas. Tudo belezinha aí com vocês? Ainda estão todos esperançosos de que o Brasil tem jeito? Espero que sim...

Tem havido muito falatório e protesto por parte de clientes das operadoras de internet de banda larga nos últimos dias, por conta dos novos contratos da operadora Vivo, que agora obrigam o consumidor a escolher uma franquia de dados para sua internet fixa. E estamos aqui, após estudar o assunto, para tentar entender melhor esta situação e explicar para vocês o que entendemos de tudo isso.

O que houve para que essa lebre fosse levantada?

O ano novo entrou, e quem já não era um cliente da Vivo, se surpreendeu ao aderir a um plano de internet em banda larga deles. Os novos contratos prevem uma franquia, um limite de dados para a internet fixa dos novos clientes da operadora. O contrato é claro. Você paga pela velocidade de acesso de dados e pela quantidade dos mesmos. Exemplificando: para assistir a um filme na Netflix, você gastaria em média 5 gb de dados. Se você já trocou sua tv pela assinatura do canal online, e assiste algo todos os dias lá, você gastaria, ao fim do mês, uma média de 200 gb. Sem contar todas as outras coisas que você certamente faz quando está acessando a internet.

Pelos novos contratos, quando você atingir o limite de sua franquia para a navegação, sua velocidade acesso cairá drasticamente, a um nível de demorar bastante para carregar uma página com fotos. Foi por conta desta mudança na Vivo, que se deu toda essa polêmica.

Mas, o que muitos de nós ignoramos é que a Claro e a Oi já faziam contratos nesses moldes há algum tempo, apenas sendo mais generosas no montante de dados a se contratar. O plano mais robusto da Vivo prevê o uso franquiado de 130 gb. Se uma pessoa sozinha usa 200gb em média com um único 'aplicativo', imaginem você uma casa com 3 ou quatro pessoas usando a mesma banda larga.

Cortesia de Gif Mania.
E como era a cobrança antigamente? Baseada na velocidade de navegação. E era bom? Não... Por que nós pagamos - aqui em casa somos clientes da Vivo, não por opção minha - por um x de velocidade, que nunca se concretiza. A empresa entrega sempre menos. Franquiar vai ser melhor? Não... Por que continuaremos recebendo menos velocidade, agora, para nossas necessidades, pagando mais caro.

Para esclarecer: Claro e Oi já usavam contratos de franquia. Mas, aparentemente seus usuários estão satisfeitos com o montante oferecido, ou são ricos e não se importam com os números da fatura. A Vivo diz, através de sua assessoria de imprensa, que os novos contratos já estão sendo comercializados, mas que o esquema de redução de velocidade só entrará em vigor dia primeiro de janeiro de 2017. Tim não cobra franquia e, por enquanto, não pretende aderir ao esquema.

Muitas lebres foram levantadas sobre o porquê da mudança na operadora. Minha teoria da conspiração pessoal é que, Vivo, que também detém serviço de tv à cabo e telefonia, achou nessa estratégia uma maneira de dar uma rasteira na NetFlix, que deve estar tirando muitos de seus cliente da tv. E aí, pra mim, é a mesma confusão dos taxistas versus o Ubber. Ao invés de melhorar um serviço ruim para atrair clientes, vamos derrubar de forma desleal a concorrência, que oferece um serviço muito mais interessante. Monopólio e cartel são crimes... Só pra lembrar.

Sou uma das pessoas a levantar bandeira contra a tv à cabo brasileira. Produto caro, com muitas reprises, programas requentados e anúncios publicitários!!! Como pode? Se a tv é paga, não deveria haver comerciais, já que quem financia o serviço é o próprio consumidor... Esta deveria ser a matemática. Netflix? Você liga seu computador a hora que quiser, dentro daquilo que sua banda larga permitir - por que de vez em quando, em belos dias de sol e sem nuvens no céu, não há conexão -, e acessa um 'cardápio' televisivo, com opções de filmes e séries. Assiste quantas vezes quiser, a hora que quiser, sem comerciais ou patrocinadores interrompendo seu programa... Por cerca de 1/3 do valor da tv à cabo. Sacaram?

Perante a lei, está tudo dentro da normalidade, diz a Anatel. O sistema de franquias é previsto e pode ser usado. Ou seja, pra que defender os usuários, se podemos defender empresas que não entregam um serviço de qualidade, mas monopolizam os meios de informação do país?

Mas há outras teorias circulando... Vou deixar aqui um vídeo bastante esclarecedor, e linkar mais algumas matérias, para que vocês se informem também, e formem suas opiniões. E, se optarem por participar ativamente do protesto contra a franquia de internet fixa, eis aqui como fazer.




Algumas matérias que li esclarecem algumas coisas, então vou deixar os links aqui também:


As matérias se complementam, então se você realmente está interessado no assunto, sugiro que leia todas. 




JulyN.
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12 de abr. de 2016

Sessão Pipoca telinha: preciso falar de 'The Family'!!!


Aí, pessoa gosta de sair caçando boas indicações com atores que conheço e gosto, naqueles dias que o humor tá péssimo. Sabe quando você só quer ver gente com uma tela gigantesca entre vocês, e toda conversa que você quer ouvir foi brilhantemente roteirizada por algum gênio da teledramaturgia?!? Tenho tido alguns desses dias, e recorrido bastante ao IMDB para achar divertimento de qualidade. 

Num desses dias, convenientemente me lembrei do ator Liam James, que deveria sinceramente pensar em trocar o nome artístico. Tentem procurar por ele no Google. A chance é que vocês encontrem muito material sobre outro Liam James mais famoso... Um que atende por Liam Payne, e é, ou era, sei lá, 1/5 ou 1/4, sei lá, do One Direction. Mesmo assim, basta fazer uma busca mais criteriosa para encontrar o ator canadense, que já figurou aqui, impressionando com o filme 'O Verão da Minha Vida'. Lembrei dele e fui procurar saber que novidades ele estava lançando. E dei de cara com uma nova série de tv. 

E aí, abro um parenteses aqui pra esclarecer que tipo de público eu sou: do tipo ansioso e que quer todas as respostas pra ontem! Então, no geral, detesto séries de tv. Não por não gostar de assisti-las. Muito pelo contrário. Mas sim pelo caráter semanal, e não diário, delas. Quando são as sitcoms, eu não ligo. Sitcoms?!? Pra quem não sabe, as comédias. Séries como 'Friends' ou 'Todo Mundo Odeia o Chris'. Essas que não carregam enredos de um episódio para o outro, e nem têm uma trama central que te prende a obrigação de assistir a tudo na ordem. Gosto de muitas sitcoms. 

Os dramas e suspenses são os que eu evito, por conta desse caráter de narrativa linear odiosa, que faz com que sua curiosidade te prenda à série. Eu sou muito curiosa... Aí tinha essa série com o Liam James que ia estrear naquela semana mesmo em que fiz a pesquisa, no canal ABC, que é um canal aberto norte-americano, meio que a Globo da gringa. Ou seja, é meio que a novela em horário nobre daqui. Li a sinopse que falava da volta de um garoto sequestrado 10 anos antes, e as implicações todas que sua volta trazia para a sua família política e proeminente. Interessante... Com um roteiro inteligente, uma boa produção, uma boa edição e bons atores, talvez a coisa colasse. 

Andrew McCarthy em 'The Family'.
Foto cortesia de ET Online.
O que normalmente acontece quando me apego a uma série de suspense ou drama? Eu espero toda a temporada acabar, baixo tudo de uma vez e faço aquela sessão depressão: assisto à temporada toda num dia só, ou dois, e fico sabendo de tudo, e obtenho todas as respostas, com raras exceções - Sobrenatural e Vingança, que deixam perguntas novas ao fim de cada temporada, e me irritam profundamente. Crente que em algum lugar os produtores e diretores iam cometer alguns erros, assisti à estréia da série. A essa altura já tinha me esquecido da tremenda competência de Liam James, e nem tinha me atentado para nomes como o de Alison Pill e Andrew McCarthy - duas pessoas que têm um passado comigo - no elenco. Burra eu...

O piloto estabeleceu o quem é quem, mais ou menos. Cobre o sumiço do menino Adam, o que isso faz em termos de destruição na vida dos seus familiares, e o que a sua volta começa a ressoar na mesma família, dez anos envelhecida e acabada. Uma história que corre concomitante é a do 'assassino'. O vizinho da família, ex pedófilo - ou será que é pedófilo mesmo? -, que foi colocado na cadeia pelo resto da vida, acusado de ter matado o jovem Adam. Com o reaparecimento de um Adam vivo, ele volta pra sua casa dez anos depois, sem ninguém lá que o receba - a mãe falece em sua estada na cadeia -, e uma pequena fortuna de indenização do governo pelo erro de condenação, embora tal dinheiro não compre sua paz e seu bom nome de volta. Andrew McCrathy lavando a alma neste papel! Fantástico!

E aí você assiste à dinâmica da família enquanto eles tentam se reagrupar em volta desse menino que é, de fato, um estranho... Assisti ao piloto para desencanar da coisa toda e dizer pra mim mesma que não tinha gostado e que não ia acompanhar, e seguir adiante com a vida. Não deu... E, a pior das escravidões televisivas aconteceu. Toda segunda eu corro para internet para baixar o episódio de domingo à noite, para tentar saber alguma coisa que foi vergonhosamente largada sem resposta no episódio anterior. Jenna Bans, eu oficialmente te detesto!!! 

Simplesmente não consigo esperar essa temporada acabar, e tenho até medo que a audiência americana não agrade a emissora, e que eles decidam cancelar a série antes de eu saber tudo... E detesto me sentir assim... Eu realmente detesto 'The Family', e não vejo a hora de poder assistir ao episódio do domingo que vem!



JulyN.
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4 de mar. de 2016

Condução Coercitiva... Novo termo para o nosso vocabulário...

Ex-presidente Lula. Foto cedida por Isto É Independente
Olá, amigos e amigas. Tudo belezinha com vocês dentro do possível? Espero que sim... 

Amanhecemos com a cidade de São Paulo em polvorosa hoje. Nosso ex-presidente, Lula, foi levado pela polícia federal de seu apartamento em São Bernardo do Campo, para o aeroporto de Congonhas, na capital, para prestar depoimento e esclarecer a origem de um dinheiro alto que ele teria recebido de empresas investigadas na Operação Lava Jato. Mas, por que este depoimento causou tanto furor? Bom... Ele já havia sido chamado a depor, e não compareceu. E aí, a justiça expediu, por conta de provas que dizem possuir, mandados de busca nos vários endereços em vários estados da união, ligados ao Lula, bem como seu apartamento em São Bernardo, e uma tal de condução coerciva, que obriga o nosso ex-presidente à comparecer em um depoimento. E foi por isso que Lula aparentemente hoje foi acordado pela polícia federal em sua porta.

Não vou exprimir minhas opiniões pessoais à respeito dele, do partido dele, do que foi feito de nosso país nos últimos 14 anos. Acho que não precisamos disso agora. Deixemos que a polícia investigue o que tem que ser investigado. 

Aqui, além da extensão vocabular proporcionada por esta manhã atípica pra quem mora em São Paulo, queria pontuar algumas coisas que vi através do noticiário... Dois grupos distintos de pessoas estavam na porta do aparatamento de Lula. E, no aeroporto... Os contra nosso ex-presidente, e os a favor. O que tem em comum esses dois grupos? Ambos são formados por brasileiros. Ambos são compostos por gente desocupada, pois hoje é sexta, não é feriado, e o país está em crise. Não sei vocês, mas eu preciso trabalhar pra pagar as minhas contas - e, apesar de estar escrevendo este texto, estou de plantão do trabalho da semana. E, ambos os grupos, compostos por pessoas incultas que emburrecem quando estão estão em grupo. 

Enquanto Lula era conduzido para o aeroporto, colocado numa sala confortável, protegido pela polícia federal, e ouvido em todas as suas considerações sobre esta situação - até por que a Constituição garante esse direito à ele - esses dois grupos estavam nas ruas com cartazes, instrumentos, fogos, tudo pago pelos próprios bolsos, se enfrentando, se batendo, causando tumulto, estragando patrimônio público e impedindo os trabalhadores de seguirem para seus postos... Deu pra entender o que quero dizer? 

Um famoso 'pra que' se faz presente em meus dedos, agora. 

Aí, ainda assistindo ao noticiário, vi policiais tentando apartar brigas, tentando conter a multidão, tentando botar ordem na bagunça. Assustados, talvez pensando: aonde fui amarrar meu burrinho? Para eles, meus respeitos, por que também estão trabalhando nesta manhã de sexta, tentando ganhar um dinheiro honesto, para pagar suas contas e seus impostos, que serão roubados sem o menor pudor por pessoas como Lula. Por que, não se iludam... Lula não é o capeta. Não existe um único pai nesta facção. O capeta não estaria sendo conduzido coercivamente à prestar um depoimento. Provavelmente o capeta nos roubou no passado por anos, e ainda goza de sua liberdade, dos milhões roubados e do prestígio político... Consigo pensar em alguns políticos que se enquadram nesta descrição. Família grande essa do capeta, pensando bem... Capeta é o sobrenome.

Respeito aos policiais esta manhã. E minha torcida para que os desocupados incultos não acabem machucando nenhum deles. 



JulyN.
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29 de fev. de 2016

Sobre o Oscar: a apresentação de Chris Rock.

Chris Rock em foto promocional da premiação.
Cortesia e E! Online.

Olá, amigos e amigas. Tudo belezinha com vocês? Espero que sim... Depois de algumas horas loucas ouvindo um tradutor em espanhol falar por cima de toda a premiação, aqui estou eu, depois de baixar e assistir apenas aos trechos das piadas do Chris, com som original, para poder avaliá-lo. 

Primeiro deixa eu esclarecer que não tenho um histórico muito bom com Chris. Pra começar, nunca gostei do jeito ácido dele de fazer piada com as diferenças raciais, enquanto colocava muita pimenta em olhos alheios. Não acho que para protestar contra uma injustiça, você precise fazer outras. Esta era a minha opinião sobre ele, quando o conheci, novinho, começando a se destacar no universo do stand up. Passei a nutrir uma certa antipatia por ele por causa disso. 

Antipatia essa que só aumentou quando ele foi convocado, no final dos anos 90 - não lembro a data exata - para apresentar um MTV Music Awards. Bacana, legal. Mas ele levou todo seu sarcasmo para a apresentação, e usou dele para ofender os artistas, quase que de uma maneira gratuita. Horrível. Lembro especialmente que na época A.J. Mclean, do Backstreet Boys, estava saindo de um longo período de recuperação do vício em bebidas, e esta informação era pública e notória. Todos os fãs e simpatizantes - meu caso - aplaudindo o esforço que ele tinha feito, e a coragem que a banda teve em ir à público, numa tentativa também de alertar aos jovens. Bacana, muito bom mesmo. Ninguém é perfeito. Os heróis não são os que fazem tudo certo. São os que batalham pra corrigir seus erros, e conseguem. 

Aí, depois que a banda ganhou um prêmio, volta Chris Rock ao palco e faz uma piada muito idiota sobre convidar A.J. para tomar uma champanhe e comemorar. Ele falou mais algumas groselhas à respeito disso, sobre os viciados em álcool, e foi extremamente julgador e injusto. E foi aí que minha antipatia por ele cresceu demais. 

Anos - literalmente - se passaram, acho que Chris deve ter recebido algumas críticas mais furiosas, e foi refinando seu número. O grande pulo do gato, pra me fazer aceitá-lo melhor foi a série 'Todo Mundo Odeia o Chris', aonde ele retrata sua infância. O principal, em minha humilde opinião, está lá. Seus pais deram muito material enquanto ele crescia pra ele escrever Julius e Rochelle, de uma forma tão humana, e tão identificável com todo mundo que cresceu nos anos 80, que, apesar da série contar as aventuras dele, todos concordam que as estrelas do show são os atores Terry Crews e Tichina Arnold, respectivamente o pai e mãe de Chris na série. 

De repente estávamos falando de um ser humano deveras inteligente em suas observações, deveras político, deveras bem criado por pais honrados, precisando só colocar um filtro na boca. E não sei se foram as porradas da vida, mas Chris foi de fato polindo suas piadas. Ficou mais fácil gostar dele. E ficou impossível não amar o filho de Christopher Julius Rock II depois de assistir ao episódio de Inside the Actors Studio em que ele é entrevistado. Chris fala de seu pai com um amor, com um respeito e com uma reverência que, juntamente à bela atuação de Terry Crews na série, mesmo sem conhecer o homem de fato, passamos a amá-lo, e amar tudo que vem dele. Incluindo Chris Rock!



E foi assim que passei a gostar desse cara que faz piadas sobre racismo, acentua bem os conflitos neste campo, mas que, ao mesmo tempo, com o passar dos anos, ganhou uma imensa sabedoria de observar antes de falar, e de falar para causar, em boa parte do tempo, mudanças positivas em seu entorno. Sem deixar a piada de lado, claro. 

E foi isso que vi no Oscar deste ano. Chris, ao invés de declinar o convite de apresentar, como muitos de seus colegas de cor urgiram para que ele fizesse, compareceu, e passou a noite adocicando este conflito. Em seu monólogo, inteligentemente, deixou claro que Hollywood é um reflexo do que acontece na sociedade. Houve outros anos em que negros não foram indicados, ele ressaltou. São 88 anos de Oscar, e poucos negros ganhadores. Por que só agora reclamam? Com muitas piadas, salgando um pouquinho no sarcasmo de vez em quando, ele foi levando a festa, mostrando as várias nuances desta polêmica, e como, de fato, foi criada uma situação agora, com elementos que sempre estiveram lá. Ponto para ele. 

Apesar de toda essa polêmica e dele ser Chris Rock, a noite foi agradável, ele foi agradável, e arrisco-me a dizer, pela primeira vez, que não me importaria em tê-lo de novo lá, no ano que vem. Se ele não tiver sido morto pelo pessoalzinho do Suge Knight, claro... Refiro-me às piadas que ele fez durante a noite referentes ao magnata da música. Magnata este que é um perigo e está preso aguardando julgamento por assassinato. Detalhe, ele é negro... E Chris também tocou nesse assunto importante. Quer ser indicado ao Oscar? Pára de roubar e matar e faça filmes... E, aos empresários do cinema brancos: queremos ser indicados, então nos contrate. Ele apontou que para que um negro chegue ali, indicado, é preciso antes ter sido contratado para fazer filmes. 

Ponto pro Chris, achei até que ele foi melhor que a Ellen em quebrar o gelo com os astros, com a brincadeira dos biscoitos das escoteiras - ele botou um grupo de escoteiras vendendo biscoitos para os astros -, e acho que ele merece aplausos, tapinhas nas costas e um 'volte ano que vem'. Quem sabe até lá, não teremos alguns indicados negros nas categorias de atuação?



JulyN.
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