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25 de jun de 2015

Parafraseando meu sobrinho... As pessoas me amam demais!!!

Foto Cedida por Encanto de Gifs.
KKK Bom... Claro que é só uma frase, e eu não sou narcisista a este ponto. Não acho que as pessoas me amam demais... Nem acho que em todos os casos que estou pensando, trata-se mesmo de amor. É só um modo de dizer. De me 'queixar' do que tem ocorrido nos últimos tempos.

Desde que comecei a me voluntariar em eventos e iniciativas da proteção animal - apesar de me responsabilizar por alguns cães, não me considero protetora -, meu círculo de 'amizades' se expandiu espantosamente, e o tempo que antes eu tinha só para mim, agora eu gasto salvando cachorros e comparecendo em eventos da proteção, e sociais... Por que quando você começa a circular em várias rodas, é claro que algumas das pessoas que você conhece acabam despertando algo a mais, uma amizade mais estreita... E eu tenho essa coisa de não ignorar ninguém... Vai ver que é por que fui muito ignorada na minha infância e adolescência. Ou, quando não era ignorada, era alvo de piadinhas e brincadeiras nada agradáveis... Enfim... Fato é que, se damos o tratamento que gostaríamos de receber, então eu costumo dar a atenção que as pessoas merecem. E, sim, elas merecem minha atenção. Não todas as pessoas que conheço, claro. tem algumas que não merecem nem serem lembradas... Mas algumas delas, que me são instantaneamente muito queridas, eu gosto de prestigiar.

E, sim, também há o caso dos vampiros... Não sei por que Deus me criou uma catalisadora de vampiros. Está se perguntando o que são vampiros?!? Neste caso, claro... Não que você não saiba a definição do verbete... Enfim... Um vampiro é aquela pessoa que se aproxima de você para obter vantagem, apenas. E, nem sempre é fácil identificar a pessoa, por que nem sempre ela se apercebe como um vampiro. Sabe aquele seu 'amigo' que só te procura quando quer alguma coisa? Aquele que quer que você faça tudo ao lado dele. Te convida pra tudo, te faz ir pela cidade toda atrás dele, e se você não for, é um anti-social bobão que nunca sai de casa?!? Aí, quando chega a sua vez de convidar, de pedir companhia naquele evento legal que você quer ir, ele nunca está disponível?!? Entre outras coisas... Este é o tipo mais difícil de se identificar, por que você passa anos na companhia desta pessoa, achando que ela gosta tanto de você que precisa da sua companhia o tempo todo... É um erro comum... Pois é... Tente não comparecer a um ou dois eventos desta pessoa, e saberá se ele ou ela é um vampiro ou não... Tente convidá-la para uma ou duas coisas mais caras -  tipo, o show do New Kids on the Block -, importantes para você. Terá sua resposta aí, quando, depois de anos sendo arrastada para o universo dela, e ficando pobre para acompanhá-la, você acabar sozinha no seu melhor momento de diversão. 

Gif cedido por Angel Olhar Feminino.
Enfim... Até uns dez anos atrás eu não sabia diferenciar amigos de verdade disso aí que descrevi acima. E sofri muito, por que sempre fui uma pessoa bastante ligada ao social, apesar de não me divertir com isso. Pois é... Eu achava que era uma sinal de normalidade você ter amigos, e ter compromissos, e ter uma vida repleta de eventos para comparecer. Mas isso não significa que eu era feliz. Muito pelo contrário... Sou uma pessoa de gostos pouco populares, e apesar de ser prolixa, o que me diverte de verdade é mais ouvir do que falar. Os assuntos que eu tagarelo à respeito com todo o prazer tem tudo a ver com esses prazeres menos populares dos quais gosto... E é extremamente difícil encontrar pessoas com o mesmo nível de fanatismo nos mesmos assuntos. Então, digamos que em 80% do tempo eu me sinto um E.T. indo a lugares, falando com pessoas e fingindo me divertir muito. 

Não se ofenda se você é uma das pessoas que me convidou para algo, e nem deixe de me convidar... Não quero dizer que também eu seja infeliz ao seu lado. Se eu me dei ao trabalho de sair de casa para te prestigiar é por que gosto de você. Em boa parte do tempo é esse o caso... E, se gosto de você, fui ao seu evento para te ver, para te fazer feliz... Partindo do pressuposto que você não tenha me convidado só por educação. Se este é o caso, pode parar de me convidar, que eu não ligo, não vou te tratar diferente por causa disso... Bem na verdade, se não for pra realmente acrescentar algo e ser apreciada, como pode perceber pelo meu texto, eu prefiro não ir... E, em não me convidando, você me poupa da chatice de inventar uma desculpa pra não comparecer... 

Enfim... Vamos voltar ao foco da postagem - KKK. Ultimamente, por causa da proteção animal, meu mundo se expandiu um pouquinho demais da conta. E, é claro, mesmo em não tocando minha música favorita, mesmo as pessoas não me conhecendo, não sabendo do meu universo, e cometendo o erro de todo ser humano de não tentar conhecer, ou não se importar com o que vai na minha cabecinha, há algumas pessoas de quem gosto bastante, então, sim, dedico meu tempo a elas, e saio de casa para prestigiá-las. fato é que o número de compromissos sociais têm aumentado, juntamente com o tanto de trabalho realizado para resgatar animais ou dar-lhes alguma dignidade. E meu tempo assim, eu comigo mesma, neste blog, por exemplo, tem faltado... E me peguei pensando, esses dias, no dia em que eu e outros familiares cobramos de meu sobrinho Matheus o porquê dele nunca estar entre nós. E me veio esta resposta, que ri muito ao ouvir: Tia, as pessoas me amam demais. 

Naquele momento eu achei meio descuidado da parte dele. Amor nunca é demais, ora bolas... Mas, no fundo, tenho um espírito livre. E já me privei dessa liberdade tão desejada por algumas pessoas e uma cachorra. Já não sou o que costumava ser, por conta das responsabilidades... Detesto essa palavra. Detesto ter todo um esquema de vida que não me faz feliz. São só obrigações a se cumprir. Sem diversão, sem sossego, sem paz, sem descanso. E aí, tem meu sobrinho. Lindo, livre... Mora numa barraca com sua namorada, viaja o país todo, conhece lugares lindo e só carrega com ele o essencial para sobreviver. O resto, o mundo fornece... Ai... Inveja... 

Ilustração cedida por Rafaela Albuquerque.
De vez em quando eu só queria isso. Ficar em algum lugar bonito, ter comida, música... E mais nada... Sem compromissos feitos por outras pessoas, com outros moldes que não os meus, aonde muito provavelmente nada do que eu gosto figurará. Mas, por algum motivo sobrenatural, minhas vontades acabam sempre sendo as últimas a serem satisfeitas - quando são. 

Não sou infeliz... Pode parecer que seja, pelo texto que acabo de escrever. Mas não sou infeliz... Tenho amigos, estou abrigada, mal e porcamente tenho um trabalho, tenho amores... Tenho, tenho, tenho... Só me cansa tudo o que tenho que fazer e tudo o que tenho que ser para manter tudo o que tenho. E será mesmo que preciso de tudo isso???



JulyN.

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