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30 de set de 2013

Chegou a hora de falar do Boyzone... (Parte 01)

Da esquerda para a direita: Mike Graham, Shane Lynch, Stephen Gately, Keith Duffy e Ronan Keating.
Este é o Boyzone.

Este ano o grupo Irlandês Boyzone completa 20 anos, e acho justo que falemos desta banda, que não é tão conhecida assim no Brasil, mas que chegou aos meus ouvidos, e que faz parte do seleto grupo dos meus preferidos. Pra começar, sim, tenho que dizer que Boyzone é uma 'Boy Band'. Então, se você tem algum preconceito, nem se dê ao trabalho de ler. Mas, se tiver um mínimo de curiosidade musical, e quiser conhecer um pouco mais do cenário europeu, fique aqui conosco...

Antes de falar qualquer coisa, eu quero expressar como estou me sentindo fazendo toda a pesquisa para escrever este texto. Eram cinco moços neste grupo. E eu tinha um preferido... Lindo... Tão divertido, com um sorriso mega cativante, um jeito feliz, que escondia muito bem as agruras da vida. Um artista de verdade. Hoje eles são quatro... E a leveza, o sorriso fácil, já não está lá... E a coisa mais difícil para uma fã é repassar todo um material, reconhecer que um dia houve tudo isso, e se conformar com a eterna ausência dessa luz na linha de frente da banda. 'Steo', você faz falta toda vez que decido escutar Boyzone... Saber que não haverá mais de você é realmente muito triste!!! Muito triste mesmo...

Vamos começar do começo! Precisamos falar que em 1993 uma outra Boy Band estava na crista da onda na Europa. Tratava-se da inglesa 'Take That', banda esta que nos brindaria mais tarde com dois grandes talentos da música pop mundial ( Robbie Williams e Gary Barlow). E, por conta desse sucesso, um rapaz de Dublin (Irlanda) chamado Mark Walton achou que poderia formar sua própria banda e ganhar algum dinheiro. Ouviu falar de um empresário, também irlandês, que estava se dando bem, cuidando do cantor Johnny Logan, e, depois de descobrir como contata-lo, foi até ele, arrastando seu melhor amigo. Louis Walsh assistiu a uma apresentação de dança dos dois, e gostou da ideia de formar uma Boy Band Irlandesa. Tomou a ideia de Mark para si, e prometeu ao mesmo que ele e seu amigo, Shane Lynch, já tinham seus lugares garantidos. 

Com o conhecimento de Walsh, a banda logo viria a ser formada. Trezentos rapazes responderam a um anuncio que o empresário colocou nos principais jornais da capital, para passarem por audições para a formação da banda. Keith Duffy conhecia Shane Lynch, e ao ver a foto dele no jornal, achou que conseguiria a vaga na banda, sem fazer muito esforço. Pediu para que o amigo falasse em seu favor, e não se preocupou em comparecer à primeira audição. Acontece que Shane esqueceu de falar dele, e as audições seguiram sem que Walsh tomasse conhecimento de Keith. Numa lufada da sorte, o empresário foi se divertir num clube noturno aonde Keith dançava. E se encantou com o rapaz. Numa rápida conversa acabou convidando-o para a segunda audição, aonde ele iria competir com os cinquenta rapazes selecionados nos primeiros testes. 

Dos 51 meninos, ficaram dez, e desses dez saíram seis selecionados. Eram eles: Mark Walton, Shane Lynch, Keith Duffy, Ronan Keating, Stephen Gately e Rick Rock. Os ensaios começaram. A banda tinha que ser polida. E não havia nada melhor do que arranjar algumas apresentações em clubes noturnos e festas, para dar o devido treinamento a eles. O objetivo era o contrato com uma gravadora. Mas os meses foram passando, e os nãos foram se acumulando na mesa de Walsh. E isso foi desanimando os meninos. As maneiras de lidar com isso foram diferentes. 

Ronan, que tinha brigado com sua família, e apostado alto na banda, largando a oportunidade de uma bolsa de estudos em NY, através de suas habilidades no atletismo - ele tinha pretensões de ser um atleta olímpico - teve que amargar o fracasso ganhando algum dinheiro, para acalmar seus pais. Por isso, foi trabalhar numa loja de sapatos. Stephen Gately fez quase a mesma coisa. A loja era de roupas... Shane Lynch foi trabalhar no estacionamento de seu pai, e Keith Duffy como DJ em casas noturnas. Rick Rock também foi por este caminho, mas acabou se envolvendo com o lado obscuro da noite. Era mais rebelde. Acabou se envolvendo com drogas, e isso comprometeu seu desempenho com a banda, até o momento em que Walsh perdeu a paciência e o expulsou. Mark saíu por conta própria. Ele e Lynch já tinham um pequeno grupo de fãs, de quando começaram a trabalhar a possibilidade de terem uma banda (antes do contato com o Louis), e elas começaram a invadir a privacidade dos dois. Shane lidou bem com tudo isso. Mark, nem tanto. Acabou desistindo da banda que tinha sido sua ideia, e voltou para a escola (se formou, e depois tentou a fama mais uma vez). 

As duas baixas aconteceram depois de uma embaraçosa apresentação do grupo num programa de tv em rede nacional.... Não vou falar mais nada! Assistam ao vídeo. E, desde já, agradeço à haribokey, no youtube, pela postagem. 



Bom, saíram dois integrantes. Um, pelo menos, teria que entrar. Por sorte o Louis Walsh tinha guardado o contato dos outros quatro meninos que tinham sido dispensados na última audição. E, no topo da lista estava Mike Graham. Ele era um pouco mais velho, e por isso tinha sido deixado de lado. Mas tinha muito talento, e parecia ser mais centrado, mais disciplinado que os outros. Depois de alguns desgostos com Rick, e também com Shane e seu gosto por velocidade - bateu o carro que dirigia em alta velocidade e quase matou a ele e a Keith, que o acompanhava -, o empresário estava pronto para colocar entre os meninos uma voz mais racional. E assim formou-se o grupo que alguns meses depois assumiria as primeiras colocações das paradas Irlandesas. 

Mas isto não aconteceu antes que Walsh, ficando sem dinheiro para financiar os meninos, e sem perspectiva de um contrato com uma gravadora, pedisse ajuda a uma amigo. Ele convidou John Reynolds para assumir a direção financeira do grupo, enquanto ele continua a gerenciar a parte artística. E os dois criram uma empresa chamada de WAR (Walsh and Reynolds). Um pouco depois o tão sonhado contrato veio. Polygram aceitou distribuir três singles dos meninos. E se estas músicas tivessem destaque nas paradas, eles produziriam o primeiro disco da banda. 


O primeiro single foi lançado um mês depois. 'Working My Way Back to You' é o que há de brega no pop. Com vocais de Stephen Gately e Mike Graham, esta música provou que os europeus eram malucos e surdos. Hehe Uma baladinha poperô bem pobrinha... Que alcançou o terceiro lugar nas paradas de sucesso da Irlanda. O lado b deste single tinha seu valor. Ronan Keating cantando seu solo de 'Father & Son'. Observem que as duas músicas são regravações. A primeira foi originalmente gravada pelo grupo 'The Four Seasons', em 1966., enquanto que a segunda corresponde a um grande sucesso de Cat Stevns, de 1970. Pois é, vamos ver muito disso nesta biografia... Vamos agradecer a Kylie O'Reilly pelo vídeo não tão belo, mas histórico, deste single.






Como o sucesso tinha chegado inexperadamente com o primeiro single (vai entender), os meninos tiveram que rapidamente largar seus empregos diurnos e começar um trabalho forte de promoção da banda, em pequenos shows e aparições por toda a Irlanda. Assim que esta onda passou, foram para Londres, onde gravaram o segundo single 'Love Me for a Reason'. E, pra quem está se perguntando, trata-se de uma regravação da banda 'The Osmonds', que mereceria uma postagem própria, e um dia terá. Música mais bonitinha, que realmente marcou a banda, por conta do dueto muito bem produzido entre Stephen e Ronan. Primeiro lugar nas paradas Irlandesas, e segundo lugar nas paradas Inglesas. Boyzone era a nova febre do universo pop. Estávamos em Dezembro de 1994. 

Atenção à ironia estampada no rosto de Ronan Keating durante todo o clipe. Ele detestou a música, achou muito mela-cueca, e na gravação do clipe estava muito contrariado, e achava que estava pagando o maior mico. Aos 17 anos, somos assim... Ah, é, o Ronan é o loirinho que começa cantando. Ai... Não aguento. Caio na gargalhada toda vez que vejo este vídeo. Ai, Ronan... Menino de personalidade. Tomou muito na cabeça por conta disso. Mas isso vem depois...



E aí, três regravações de sucesso depois, a crítica musical já estava metendo o pau na banda. E foi quando os meninos decidiram fazer algo à respeito. Stephen, Ronan e Mike tinham passado o verão de 1994 escrevendo canções, juntos. E estavam determinados a lançar uma delas como o novo single. A gravadora resistiu bem. Era arriscado lançar material novo, quando havia músicas belíssimas, já consagradas, que poderiam trazer mais retorno. Mas os meninos bateram o pé, e depois de mostrarem seu material, os executivos escolheram uma de suas composições. 'Key to my Life' foi lançada no inicio de 1995, alcançou o primeiro lugar nas paradas Irlandesas e o terceiro nas Inglesas. E foi o primeiro sucesso com retorno financeiro para a banda. O clipe é lindo, o primeiro com uma direção de arte decente. E Ronan até se comporta!!! E o Steo está lindo!!! Cada close que dão nele! 




Pra começar está bom, não é? No próximo capítulo, o primeiro disco e algumas outras coisinhas...







JulyN

1 comentários:

  1. Adorei saber mais sobre eles , adoraria saber um pouco mais ingles para entender todas homenagens ao Stephen .

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