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29 de out. de 2013

Chegou a hora de falar de Boyzone... (Parte 03)

Durante o ano de 1997 os meninos gravaram o terceiro trabalho da banda, batizado de 'Where We Belong'. Este álbum consolidou o sucesso do grupo, que finalmente passava a ser respeitado como uma das maiores atrações pop de todos os tempos. O prestígio alcançado pelo grupo, depois de muito trabalho nos álbuns anteriores, garantiu algumas vantagens para este disco. Bons compositores, incluindo os próprios membros da banda, e um direcionamento mais firme quanto à produção do LP. 

O primeiro single deste álbum a ser lançado, em Julho de 1997, foi "Picture of You". Já falamos sobre a música, e a creditamos ao segundo disco em alguns países, não é? Mas para o público do Reino Unido e da Irlanda, esta música passou a ser parte integrante deste álbum, que na época, começava a ser produzido. Na França, uma música no idioma local foi lançada como single em outubro. Tratava-se de "Te Garder Pres De Moi", versão para 'Working My Way Back to You', que contava com a participação de um grupo Francês chamado Alliage. Esta faixa foi incluída no lançamento do álbum na França. 

Em novembro de 1997, o segundo single era lançado. Tratava-se da regravação da famosa 'Baby Can I Hold You', da cantora Tracy Chapman. No mesmo single, era lançada também a faixa 'Shooting Star', um solo belíssimo que Stephen Gately fez para a trilha sonora Irlandesa do filme Hércules, da Disney. O terceiro single foi 'All that I Need', lançado em abril de 1998, um mês antes do lançamento do álbum no Reino Unido. Nesta ocasião, esta era a lista de músicas do LP:


5. "And I
11. "This Is Where I Belong" 
12. "Will Be Yours


Um convite especial surgiu para o grupo no verão daquele ano: gravar uma música de Andrew Lloyd Webber (letra de Jim Steinman) para a trilha sonora oficial de um musical do mesmo produtor, que fora lançado naquele ano. 'Whistle Down the Wind' era uma adaptação do filme de mesmo nome, lançado em 1961. Os meninos pularam na oportunidade, gravaram a música, e a lançaram como single em agosto do mesmo ano. E ela tornou-se a música mais importante da história do grupo. Tratava-se de 'No Matter What'.

Eu queria ser imparcial, mas esta não sou eu. Quem assiste às apresentações ao vivo desta canção percebe claramente o prazer que Stephen Gately sentia ao interpretá-la. A impressão que tenho é que o rapaz estava realizando um sonho ao gravar uma música de um dos maiores produtores de musicais da história. E era com esta música que ele mais brilhava no palco. 

Enfim, o sucesso da música obrigou os meninos a reagruparem faixas para o lançamento do álbum no resto do mundo. Em Novembro, o lançamento para o mercado americano saiu um pouquinho diferente. Além de incluir a música supra citada, os produtores foram espertos ao incluir músicas de compositores americanos, incluindo Diane Warren, considerada a maga das músicas românticas. O single lançado no mesmo mês de 'I Love the Way You Love Me' tentava introduzir de maneira americanizada os meninos a este público tão diferente. A música tinha sido composta originalmente por artistas do universo country, e fora inicialmente gravada em 1993 por John Michael Montgomery. E eis a lista completa das músicas do disco americano:


1. "I'll Never Not Need You" 
4."No Matter What" 
5."Picture of You" 
6."Baby Can I Hold You" 
7."All That I Need" 
8."One Kiss at a Time" 
9."And I" 
10."That's How Love Goes" 
11."Where Did You Go" 
12."Will Be Yours" 
13."Must Have Been High" 
14."You Flew Away" 
15."I Love the Way You Love Me"



Também em Novembro de 1998, uma segunda edição do álbum foi lançada no Reino, incluindo as faixas 'No Matter What' e 'I Love the Way You Love Me'. A versão japonesa do disco, por sua vez, não contava com essas faixas, e sim como 'Never Easy', 'She's the One' e 'Shooting Star'.


O sucesso trouxe dinheiro para jovens inexperientes, e as tensões internas, as brigas de ego e outros fatores começaram a interferir nos relacionamentos entre os meninos. Ronan Keating perdeu sua mãe para o câncer de mama em 1998, e sua família começou a desmoronar depois disso. A bebida passou a fazer parte de sua vida diária, apesar de, no mesmo ano, ele ter ganhado talvez o maior e melhor apoio com o qual ele poderia contar. Ele e Yvonne se casaram em Abril. E, opinião pessoal minha, ela passou a segurar muita barra pesada de seu marido em crise familiar, crise no trabalho, crise psicológia, vício...

O sucesso pode esconder muita coisa, camuflar muitas crises. Além de Ronan, outro membro vivia um impasse pessoal. Stephen Gately era homossexual, e vivia o desespero de não saber se saía do armário ou não. Temia a reação do público feminino do grupo. Temia prejudicar seus companheiros de banda. O jornal sensacionalista 'The Sun', naquele mesmo ano, conseguiu fotografar Steo com seu namorado, ex-membro da banda 'Caught in the Act, Eloy de Jong. E, antes de publicar a matéria, os jornalistas entraram em contato com Gately, para negociar uma entrevista exclusiva. Ele poderia se revelar gay, e parecer seguro e certo de si mesmo para milhões de pessoas, ou o jornal podia simplesmente publicar as fotos, como o grande furo do ano. A escolha era dele. Numa tentativa de minimizar os danos, ele escolheu a primeira opção, e se tornou o primeiro membro de uma boyband a admitir a homossexualidade.



1999 entrava cheio de crises a serem manejadas. Mesmo assim, os rapazes continuaram trabalhando. Eles regravaram uma música originalmente de Billy Ocean, e encurtaram seu título para 'When the Goin Gets Tough'. A música fazia parte do projeto anual 'Comic Relief Telethon'. Foi lançada em março de 1999, e se tornou um grande sucesso. O próximo single lançado foi da regravação de 'You Needed Me', originalmente gravada em 1978 por Anne Murray. No mesmo mês, maio, era lançado o álbum 'By Request', um Greatest Hits que introduziria os fãs ao período gelado do hiato da banda. Para não perder o hábito, foram várias versões diferentes deste LP, em diferentes partes do planeta. A lista principal das músicas era esta:

1."I Love the Way You Love Me" 
2."No Matter What" 
3."All That I Need" 
4."Baby Can I Hold You"
5."Picture of You" 
6."Isn't It a Wonder" 
7."A Different Beat" 
8."Words" 
9."Father and Son" 
10."So Good" 
11."Coming Home Now" 
12."Key to My Life" 
13."Love Me for a Reason" 
14."When the Going Gets Tough" 
15."You Needed Me" 
17."All the Time in the World" 
18."I'll Never Not Need You" 
19."Walk On (So They Told Me)" 

A versão francesa do disco obviamente contava com a faixa "Te Garder Pres De Moi". A versão japonesa contava com mais três músicas: 'Everyday I Love You', 'Will I Ever See You' e 'No Matter' (composição de Keith Duffy). A versão Australiana ainda contava com as faixas: 'I've Got You', 'Let the Message Run Free', 'Get Up and Get Over' e 'Mystical Experience'. Mais tarde ainda naquele ano, um EP com alguns lados b-s de singles foi lançado. As faixas contidas eram: "What a Wonderful World" (com Alison Moyet), 'Love Can Build a Bridge' (com Comic Releaf Supporters), Worlds Can't Describe e Too late Tonight.


Em Julho de 1999, quando o grupo promovia este disco, Ronan foi convidado a gravar 'When You Say Nothing at All' para o filme Notting Hill. E o fez. Lançou a música que se tornou o seu maior sucesso, e com isso dava início a uma muito bem sucedida carreira solo. Este passo dado por ele ajudou a agravar a tensão entre os integrantes do grupo.

Em novembro eles lançaram o single de 'Everyday I Love You', que não fazia parte do álbum lançado no Reino Unido. Foi depois deste lançamento que eles tiveram uma conversa importante, e decidiram se separar por um tempo, à princípio, para que os meninos pudessem buscar seus projetos pessoais. Claro que o desejo de Ronan de se lançar como um artista solo foi determinante para esta decisão... Sua vida pessoal estava bem bagunçada, incluindo até um processo que seu próprio pai movia contra ele. Lidar com os egos de mais quatro pessoas parecia demais naquele momento. O sucesso da música de Notting Hill encheu o moço de expectativas de que conseguiria manter o nível de popularidade sozinho... Em breve vamos falar mais à fundo sobre o Ronan. Por enquanto, paramos por aqui...


Andrew Cowles e Stephen Gately.

O 'término' do Boyzone foi muito difícil para Steo. Ele encontrava naquele grupo o apoio que não recebia da família, por conta de sua condição de homossexual. O namoro com Eloy de Jong acabou sofrendo, bem como a sanidade mental dele. De 2000 a 2002 ele lutou contra a depressão e o vício em drogas prescritas, e teve que tentar forjar uma carreira para si. Foi o primeiro a lançar um disco solo, e alcançou moderado sucesso. É claro que, com a vida pessoal desorganizada, ficava bastante difícil focar no profissional. Em 2003, ainda tentando se recuperar dos baques sofridos, foi apresentado a um empresário da internet, Andrew Cowles, por amigos em comum - Elton John e David Furnish. No final do mesmo ano, os dois casaram em Las Vegas. E, em 2006, oficializaram sua união na Europa. Durante esse tempo, com a calma e firmeza de Cowles, Steo foi se recolocando como um profissional multifacetado, e re-encontrando um equilíbrio. Estrelou musicais, peças teatrais e fez vários trabalhos na televisão. Em adição, tornou-se, relutantemente, um ativista para os direitos civis dos homossexuais. Ele mesmo só queria viver a vida e ser feliz. Mas acabou se tornando um grande expoente do movimento civil.


Os outros integrantes do grupo também buscaram seus espaços. Keith participou de vários programas de tv, como apresentador e participante de games e reality shows. E passou a advogar em prol de uma maior consciência popular em relação ao autismo, depois que sua filha nasceu portadora, em 2000. 

Mike virou ator... Alguns filmes e muitas participações na tv estão em seu currículo. E talvez seja ele o portador da vida pessoal mais organizada, pois priorizou sua atenção para a família durante o tempo em que o Boyzone esteve parado,



Shane se voltou para sua maior paixão: carros. Passou a participar de corridas oficiais, enquanto também aparecia como convidado em vários programas de tv, como uma personalidade. E também teve seus probleminhas com as bebidas... Lynch casou-se em 1998 com Easther Bennett, vocalista do grupo de R&B Eternal. Infelizmente eles já estavam separados em 2000. Ou seja, acrescentava-se ao conjunto de crises do Boyzone mais este probleminha pessoal. O moço se debateu um pouquinho por uns dois anos após o término da banda, até converter-se ao cristianismo e começar a colocar ordem na vida.

As amizades permaneceram. No começo, assim que a banda se separou, houve uma distância inicial natural, para curar as feridas das brigas internas. Com o tempo, também naturalmente, os meninos foram se reaproximando. Keith e Shane colaboraram em algumas composições. Ronan e Steo estavam sempre prestigiando um ao outro em shows e eventos. Mike talvez tenha sido o membro que mais tempo ficou afastado dos outros, e incrivelmente o que menos tinha motivos para isso. Sua natural calma acabou por fazer com que ele simplesmente seguisse adiante com a vida, sem procurar os outros com tanta frequência. Mas eles estavam sempre se falando de tempos em tempos, pois sentiam saudade das boas coisas que a banda lhes proporcionou. A verdade é que eles passaram pelas maiores crises pessoais até então juntos, um dando apoio para o outro. E sentiram falta, depois de um tempo, desta irmandade. Na segunda metade da década passada, as feridas pareciam estar fechadas, e a saudade de uma maior convivência começava a bater...

No próximo capítulo falaremos da volta do grupo!!! Da triste tragédia que se abateu logo depois, e da tenacidade dos rapazes. 







JulyN.
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5 de out. de 2013

Chegou a hora de falar do Boyzone... (parte 02)

Então, vamos falar um pouquinho de 'Said & Done'? No segundo semestre de 1994 os meninos trabalharam demais. Entre uma promoção e outra para os singles lançados, eles gravaram o primeiro disco, contando com o auxílio de treinadores vocais e todo um aparato para garantir que meninos selecionados de um anúncio de jornal não fizessem feio. Em Outubro, apesar do sucesso dos dois primeiros singles já lançados pela banda, o disco foi lançado apenas na Irlanda, sem que fosse feito muito alarde sobre isso. E passou um pouco desapercebido, em detrimento do sucesso nas rádios e na tv, com os vídeos lançados. Um mês depois, já no final de Novembro, o Reino Unido foi contemplado com o lançamento. E os Estados Unidos receberam o mesmo privilégio apenas em 1995, depois do lançamento de 'Key to My Life'. 

A pressa em lançar um disco para capitalizar em cima dos meninos, depois de um investimento inicial, fez com este álbum viesse com algumas regravações. E veio daí a fama do grupo de ser uma banda de remakes. 'Working My Way Back to You', foi lançada apenas na primeira versão Irlandesa do disco, sendo que todas as outras impressões já vinham com 'Father & Son', ao invés dela. 'Love me For a Reason' e 'Key to My life' estavam ambas na lista de músicas, que também contava com: 'Together' (original), 'Coming Home Now' (original), 'Oh, Carol' (regravação), 'When All is Said and Done' (Original), 'So Good' (original), 'Can't Stop Me' (original), 'I'll Be There' (original), 'If You Were Mine' (original), 'Arms of Mary' (regravação), 'Believe in Me' (original).

No resto do mundo, o disco foi sendo lançado em 1995, com destaque para os EUA e o Japão. No segundo, o álbum contava com uma faixa a mais, inédita, chamada 'Here to Stay'. Apenas um ano depois de ser lançado no Reino Unido, o trabalho alcançou as paradas de sucesso, sendo cotado nas listas de mais vendidos. Foi um ano de muito trabalho de promoção para o grupo, até que eles conseguissem se solidificar no mercado pop, e ganhar seu grupo de fãs. 

Nos intervalos da promoção do primeiro LP, os meninos entravam em estúdio, já gravando o que seria o segundo disco, 'A Different Beat'. O primeiro trabalho tinha sido um lançamento mais modesto por parte da gravadora, testando mercados um a um, sem muito risco financeiro envolvido. Como os meninos tinham conseguido se estabelecer nos locais aonde o álbum fora lançado, era hora de pensar numa promoção a nível mundial. Na França, no meio de 1995, eles lançaram o single de 'Love Me For a Reason', e ele estourou. Este era o primeiro single do grupo no país. Por isso, a música acabou sendo incluída na versão francesa do segundo álbum da banda... E assim foi, várias versões para o mesmo disco, em vários lugares do planeta, em várias datas distintas, entre 1996 e 1997. Bom demais pra quem é fanático, e pretende colecionar o material da banda, né? (sendo irônica) A lista de músicas do lançamento 'original' era esta: 

1. "Paradise" (original)
2. "A Different Beat" (original)
3. "Melting Pot" (regravação)
4. "Ben" (regravação)
6. "Isn't It a Wonder" (original)
7. "Words" (regravação)
8. "It's Time" (original)
9. "Games Of Love" (original)
10. "Strong Enough" (original)
11. "Heaven Knows" (original)
12. "Crying In The Night" (original)
13. "Give A Little" (original)
14. "She Moves Through The Fair" (música tradicional)

Aí, nunca é tão simples assim, né? Estamos falando do Boyzone... Dentre as várias versões do disco pelo mundo, a japonesa (sempre ela) tinha duas músicas a mais, ambas originais. Era elas 'Angel' e 'What Can You Do For Me?'

Os dois últimos países a receber o lançamento do disco foram a Austrália e os Estados Unidos. Já era 1997, e os meninos já estavam planejando o próximo álbum. Um single foi lançado. A música 'Picture of You' - uma das músicas mais legais do cancioneiro pop - figurou como tema original do filme do Mr. Bean. Era, teoricamente, a primeira música do terceiro LP. O sucesso dela, e os prêmios de composição abocanhados por Ronan, fizeram com que a gravadora resolvesse colocá-la como faixa extra do segundo disco nos dois países retardatários. E o álbum fez muito sucesso nos dois. Além desta faixa, uma outra chamada 'Mystical Experience' foi lançada no mercado americano, na tentativa de fazer uma base de fãs ali. Para bandas europeias, é muito difícil conquistar este mercado. O álbum fez sim muito sucesso na terra do tio Sam, mas por conter a regravação de 'Ben', de Michael Jackson. Não era comum ouvir outros artistas cantando músicas do Rei do Pop, e isto chamou a atenção do público americano.

Eu tive meu primeiro contato com a banda em 1996, quando um amigo comprou 'A Different Beat'. Ouvia muito este disco com ele. Mas não dava muita importância. Era o meio dos anos 90, o grande barato desta que vos escreve era assistir à MTV. E eu cancelava tudo o que tivesse que fazer nas noites de premiação. Inclusive o Europe Music Awards. E, em 1996, além da apresentação de Robbie Williams (que, por si só, já me interessava), eu pude ver o Boyzone, pela primeira vez. Infelizmente eles não cantaram nadinha deles. Fizeram um pot-pourrie da Motown, com o cantor Peter Andre. E iam passar desapercebido por mim, se não fosse um único close no Stephen Gately. A coisa mais linda!!! Apaixonei na hora!!! E corri, no dia seguinte, para a casa do meu amigo, para dar uma maior atenção ao disco que ele tinha...

Em algum momento nesta época, eu realmente não vou lembrar exatamente quando, o Boyzone veio ao Brasil. A impressão que os fãs tiveram dos meninos foi de que eles eram simpáticos, com ênfase no bom trato do público por parte do Stephen Gately. E, apesar de ser o frontman da banda, Ronan se mostrou mais distante. Eu credito isso à comparação... Gately era efusivamente carinhoso com todo mundo o tempo todo. Ronan era mais reservado, tinha um jeitão mais Irlandês. No Brasil, por questões óbvias, Steo se deu melhor. Outra coisa que observo é que Keating foi se soltando um pouco mais com o passar dos anos. Na adolescência ele era mesmo muito cheio de si (não me batam, sou fã do Ronan, olhem o resto do blog, há inúmeras referências positivas a ele).

Por hoje, é isso. Na próxima parte, falaremos da consolidação do sucesso mundial da banda, da honra de gravar uma música inédita de Andrew Lloyd Webber, das brigas internas e da separação que rolou... Fiquem conosco!!!







JulyN
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30 de set. de 2013

Chegou a hora de falar do Boyzone... (Parte 01)

Da esquerda para a direita: Mike Graham, Shane Lynch, Stephen Gately, Keith Duffy e Ronan Keating.
Este é o Boyzone.

Este ano o grupo Irlandês Boyzone completa 20 anos, e acho justo que falemos desta banda, que não é tão conhecida assim no Brasil, mas que chegou aos meus ouvidos, e que faz parte do seleto grupo dos meus preferidos. Pra começar, sim, tenho que dizer que Boyzone é uma 'Boy Band'. Então, se você tem algum preconceito, nem se dê ao trabalho de ler. Mas, se tiver um mínimo de curiosidade musical, e quiser conhecer um pouco mais do cenário europeu, fique aqui conosco...

Antes de falar qualquer coisa, eu quero expressar como estou me sentindo fazendo toda a pesquisa para escrever este texto. Eram cinco moços neste grupo. E eu tinha um preferido... Lindo... Tão divertido, com um sorriso mega cativante, um jeito feliz, que escondia muito bem as agruras da vida. Um artista de verdade. Hoje eles são quatro... E a leveza, o sorriso fácil, já não está lá... E a coisa mais difícil para uma fã é repassar todo um material, reconhecer que um dia houve tudo isso, e se conformar com a eterna ausência dessa luz na linha de frente da banda. 'Steo', você faz falta toda vez que decido escutar Boyzone... Saber que não haverá mais de você é realmente muito triste!!! Muito triste mesmo...

Vamos começar do começo! Precisamos falar que em 1993 uma outra Boy Band estava na crista da onda na Europa. Tratava-se da inglesa 'Take That', banda esta que nos brindaria mais tarde com dois grandes talentos da música pop mundial ( Robbie Williams e Gary Barlow). E, por conta desse sucesso, um rapaz de Dublin (Irlanda) chamado Mark Walton achou que poderia formar sua própria banda e ganhar algum dinheiro. Ouviu falar de um empresário, também irlandês, que estava se dando bem, cuidando do cantor Johnny Logan, e, depois de descobrir como contata-lo, foi até ele, arrastando seu melhor amigo. Louis Walsh assistiu a uma apresentação de dança dos dois, e gostou da ideia de formar uma Boy Band Irlandesa. Tomou a ideia de Mark para si, e prometeu ao mesmo que ele e seu amigo, Shane Lynch, já tinham seus lugares garantidos. 

Com o conhecimento de Walsh, a banda logo viria a ser formada. Trezentos rapazes responderam a um anuncio que o empresário colocou nos principais jornais da capital, para passarem por audições para a formação da banda. Keith Duffy conhecia Shane Lynch, e ao ver a foto dele no jornal, achou que conseguiria a vaga na banda, sem fazer muito esforço. Pediu para que o amigo falasse em seu favor, e não se preocupou em comparecer à primeira audição. Acontece que Shane esqueceu de falar dele, e as audições seguiram sem que Walsh tomasse conhecimento de Keith. Numa lufada da sorte, o empresário foi se divertir num clube noturno aonde Keith dançava. E se encantou com o rapaz. Numa rápida conversa acabou convidando-o para a segunda audição, aonde ele iria competir com os cinquenta rapazes selecionados nos primeiros testes. 

Dos 51 meninos, ficaram dez, e desses dez saíram seis selecionados. Eram eles: Mark Walton, Shane Lynch, Keith Duffy, Ronan Keating, Stephen Gately e Rick Rock. Os ensaios começaram. A banda tinha que ser polida. E não havia nada melhor do que arranjar algumas apresentações em clubes noturnos e festas, para dar o devido treinamento a eles. O objetivo era o contrato com uma gravadora. Mas os meses foram passando, e os nãos foram se acumulando na mesa de Walsh. E isso foi desanimando os meninos. As maneiras de lidar com isso foram diferentes. 

Ronan, que tinha brigado com sua família, e apostado alto na banda, largando a oportunidade de uma bolsa de estudos em NY, através de suas habilidades no atletismo - ele tinha pretensões de ser um atleta olímpico - teve que amargar o fracasso ganhando algum dinheiro, para acalmar seus pais. Por isso, foi trabalhar numa loja de sapatos. Stephen Gately fez quase a mesma coisa. A loja era de roupas... Shane Lynch foi trabalhar no estacionamento de seu pai, e Keith Duffy como DJ em casas noturnas. Rick Rock também foi por este caminho, mas acabou se envolvendo com o lado obscuro da noite. Era mais rebelde. Acabou se envolvendo com drogas, e isso comprometeu seu desempenho com a banda, até o momento em que Walsh perdeu a paciência e o expulsou. Mark saíu por conta própria. Ele e Lynch já tinham um pequeno grupo de fãs, de quando começaram a trabalhar a possibilidade de terem uma banda (antes do contato com o Louis), e elas começaram a invadir a privacidade dos dois. Shane lidou bem com tudo isso. Mark, nem tanto. Acabou desistindo da banda que tinha sido sua ideia, e voltou para a escola (se formou, e depois tentou a fama mais uma vez). 

As duas baixas aconteceram depois de uma embaraçosa apresentação do grupo num programa de tv em rede nacional.... Não vou falar mais nada! Assistam ao vídeo. E, desde já, agradeço à haribokey, no youtube, pela postagem. 



Bom, saíram dois integrantes. Um, pelo menos, teria que entrar. Por sorte o Louis Walsh tinha guardado o contato dos outros quatro meninos que tinham sido dispensados na última audição. E, no topo da lista estava Mike Graham. Ele era um pouco mais velho, e por isso tinha sido deixado de lado. Mas tinha muito talento, e parecia ser mais centrado, mais disciplinado que os outros. Depois de alguns desgostos com Rick, e também com Shane e seu gosto por velocidade - bateu o carro que dirigia em alta velocidade e quase matou a ele e a Keith, que o acompanhava -, o empresário estava pronto para colocar entre os meninos uma voz mais racional. E assim formou-se o grupo que alguns meses depois assumiria as primeiras colocações das paradas Irlandesas. 

Mas isto não aconteceu antes que Walsh, ficando sem dinheiro para financiar os meninos, e sem perspectiva de um contrato com uma gravadora, pedisse ajuda a uma amigo. Ele convidou John Reynolds para assumir a direção financeira do grupo, enquanto ele continua a gerenciar a parte artística. E os dois criram uma empresa chamada de WAR (Walsh and Reynolds). Um pouco depois o tão sonhado contrato veio. Polygram aceitou distribuir três singles dos meninos. E se estas músicas tivessem destaque nas paradas, eles produziriam o primeiro disco da banda. 


O primeiro single foi lançado um mês depois. 'Working My Way Back to You' é o que há de brega no pop. Com vocais de Stephen Gately e Mike Graham, esta música provou que os europeus eram malucos e surdos. Hehe Uma baladinha poperô bem pobrinha... Que alcançou o terceiro lugar nas paradas de sucesso da Irlanda. O lado b deste single tinha seu valor. Ronan Keating cantando seu solo de 'Father & Son'. Observem que as duas músicas são regravações. A primeira foi originalmente gravada pelo grupo 'The Four Seasons', em 1966., enquanto que a segunda corresponde a um grande sucesso de Cat Stevns, de 1970. Pois é, vamos ver muito disso nesta biografia... Vamos agradecer a Kylie O'Reilly pelo vídeo não tão belo, mas histórico, deste single.






Como o sucesso tinha chegado inexperadamente com o primeiro single (vai entender), os meninos tiveram que rapidamente largar seus empregos diurnos e começar um trabalho forte de promoção da banda, em pequenos shows e aparições por toda a Irlanda. Assim que esta onda passou, foram para Londres, onde gravaram o segundo single 'Love Me for a Reason'. E, pra quem está se perguntando, trata-se de uma regravação da banda 'The Osmonds', que mereceria uma postagem própria, e um dia terá. Música mais bonitinha, que realmente marcou a banda, por conta do dueto muito bem produzido entre Stephen e Ronan. Primeiro lugar nas paradas Irlandesas, e segundo lugar nas paradas Inglesas. Boyzone era a nova febre do universo pop. Estávamos em Dezembro de 1994. 

Atenção à ironia estampada no rosto de Ronan Keating durante todo o clipe. Ele detestou a música, achou muito mela-cueca, e na gravação do clipe estava muito contrariado, e achava que estava pagando o maior mico. Aos 17 anos, somos assim... Ah, é, o Ronan é o loirinho que começa cantando. Ai... Não aguento. Caio na gargalhada toda vez que vejo este vídeo. Ai, Ronan... Menino de personalidade. Tomou muito na cabeça por conta disso. Mas isso vem depois...



E aí, três regravações de sucesso depois, a crítica musical já estava metendo o pau na banda. E foi quando os meninos decidiram fazer algo à respeito. Stephen, Ronan e Mike tinham passado o verão de 1994 escrevendo canções, juntos. E estavam determinados a lançar uma delas como o novo single. A gravadora resistiu bem. Era arriscado lançar material novo, quando havia músicas belíssimas, já consagradas, que poderiam trazer mais retorno. Mas os meninos bateram o pé, e depois de mostrarem seu material, os executivos escolheram uma de suas composições. 'Key to my Life' foi lançada no inicio de 1995, alcançou o primeiro lugar nas paradas Irlandesas e o terceiro nas Inglesas. E foi o primeiro sucesso com retorno financeiro para a banda. O clipe é lindo, o primeiro com uma direção de arte decente. E Ronan até se comporta!!! E o Steo está lindo!!! Cada close que dão nele! 




Pra começar está bom, não é? No próximo capítulo, o primeiro disco e algumas outras coisinhas...







JulyN
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