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5 de out de 2013

Chegou a hora de falar do Boyzone... (parte 02)

Então, vamos falar um pouquinho de 'Said & Done'? No segundo semestre de 1994 os meninos trabalharam demais. Entre uma promoção e outra para os singles lançados, eles gravaram o primeiro disco, contando com o auxílio de treinadores vocais e todo um aparato para garantir que meninos selecionados de um anúncio de jornal não fizessem feio. Em Outubro, apesar do sucesso dos dois primeiros singles já lançados pela banda, o disco foi lançado apenas na Irlanda, sem que fosse feito muito alarde sobre isso. E passou um pouco desapercebido, em detrimento do sucesso nas rádios e na tv, com os vídeos lançados. Um mês depois, já no final de Novembro, o Reino Unido foi contemplado com o lançamento. E os Estados Unidos receberam o mesmo privilégio apenas em 1995, depois do lançamento de 'Key to My Life'. 

A pressa em lançar um disco para capitalizar em cima dos meninos, depois de um investimento inicial, fez com este álbum viesse com algumas regravações. E veio daí a fama do grupo de ser uma banda de remakes. 'Working My Way Back to You', foi lançada apenas na primeira versão Irlandesa do disco, sendo que todas as outras impressões já vinham com 'Father & Son', ao invés dela. 'Love me For a Reason' e 'Key to My life' estavam ambas na lista de músicas, que também contava com: 'Together' (original), 'Coming Home Now' (original), 'Oh, Carol' (regravação), 'When All is Said and Done' (Original), 'So Good' (original), 'Can't Stop Me' (original), 'I'll Be There' (original), 'If You Were Mine' (original), 'Arms of Mary' (regravação), 'Believe in Me' (original).

No resto do mundo, o disco foi sendo lançado em 1995, com destaque para os EUA e o Japão. No segundo, o álbum contava com uma faixa a mais, inédita, chamada 'Here to Stay'. Apenas um ano depois de ser lançado no Reino Unido, o trabalho alcançou as paradas de sucesso, sendo cotado nas listas de mais vendidos. Foi um ano de muito trabalho de promoção para o grupo, até que eles conseguissem se solidificar no mercado pop, e ganhar seu grupo de fãs. 

Nos intervalos da promoção do primeiro LP, os meninos entravam em estúdio, já gravando o que seria o segundo disco, 'A Different Beat'. O primeiro trabalho tinha sido um lançamento mais modesto por parte da gravadora, testando mercados um a um, sem muito risco financeiro envolvido. Como os meninos tinham conseguido se estabelecer nos locais aonde o álbum fora lançado, era hora de pensar numa promoção a nível mundial. Na França, no meio de 1995, eles lançaram o single de 'Love Me For a Reason', e ele estourou. Este era o primeiro single do grupo no país. Por isso, a música acabou sendo incluída na versão francesa do segundo álbum da banda... E assim foi, várias versões para o mesmo disco, em vários lugares do planeta, em várias datas distintas, entre 1996 e 1997. Bom demais pra quem é fanático, e pretende colecionar o material da banda, né? (sendo irônica) A lista de músicas do lançamento 'original' era esta: 

1. "Paradise" (original)
2. "A Different Beat" (original)
3. "Melting Pot" (regravação)
4. "Ben" (regravação)
6. "Isn't It a Wonder" (original)
7. "Words" (regravação)
8. "It's Time" (original)
9. "Games Of Love" (original)
10. "Strong Enough" (original)
11. "Heaven Knows" (original)
12. "Crying In The Night" (original)
13. "Give A Little" (original)
14. "She Moves Through The Fair" (música tradicional)

Aí, nunca é tão simples assim, né? Estamos falando do Boyzone... Dentre as várias versões do disco pelo mundo, a japonesa (sempre ela) tinha duas músicas a mais, ambas originais. Era elas 'Angel' e 'What Can You Do For Me?'

Os dois últimos países a receber o lançamento do disco foram a Austrália e os Estados Unidos. Já era 1997, e os meninos já estavam planejando o próximo álbum. Um single foi lançado. A música 'Picture of You' - uma das músicas mais legais do cancioneiro pop - figurou como tema original do filme do Mr. Bean. Era, teoricamente, a primeira música do terceiro LP. O sucesso dela, e os prêmios de composição abocanhados por Ronan, fizeram com que a gravadora resolvesse colocá-la como faixa extra do segundo disco nos dois países retardatários. E o álbum fez muito sucesso nos dois. Além desta faixa, uma outra chamada 'Mystical Experience' foi lançada no mercado americano, na tentativa de fazer uma base de fãs ali. Para bandas europeias, é muito difícil conquistar este mercado. O álbum fez sim muito sucesso na terra do tio Sam, mas por conter a regravação de 'Ben', de Michael Jackson. Não era comum ouvir outros artistas cantando músicas do Rei do Pop, e isto chamou a atenção do público americano.

Eu tive meu primeiro contato com a banda em 1996, quando um amigo comprou 'A Different Beat'. Ouvia muito este disco com ele. Mas não dava muita importância. Era o meio dos anos 90, o grande barato desta que vos escreve era assistir à MTV. E eu cancelava tudo o que tivesse que fazer nas noites de premiação. Inclusive o Europe Music Awards. E, em 1996, além da apresentação de Robbie Williams (que, por si só, já me interessava), eu pude ver o Boyzone, pela primeira vez. Infelizmente eles não cantaram nadinha deles. Fizeram um pot-pourrie da Motown, com o cantor Peter Andre. E iam passar desapercebido por mim, se não fosse um único close no Stephen Gately. A coisa mais linda!!! Apaixonei na hora!!! E corri, no dia seguinte, para a casa do meu amigo, para dar uma maior atenção ao disco que ele tinha...

Em algum momento nesta época, eu realmente não vou lembrar exatamente quando, o Boyzone veio ao Brasil. A impressão que os fãs tiveram dos meninos foi de que eles eram simpáticos, com ênfase no bom trato do público por parte do Stephen Gately. E, apesar de ser o frontman da banda, Ronan se mostrou mais distante. Eu credito isso à comparação... Gately era efusivamente carinhoso com todo mundo o tempo todo. Ronan era mais reservado, tinha um jeitão mais Irlandês. No Brasil, por questões óbvias, Steo se deu melhor. Outra coisa que observo é que Keating foi se soltando um pouco mais com o passar dos anos. Na adolescência ele era mesmo muito cheio de si (não me batam, sou fã do Ronan, olhem o resto do blog, há inúmeras referências positivas a ele).

Por hoje, é isso. Na próxima parte, falaremos da consolidação do sucesso mundial da banda, da honra de gravar uma música inédita de Andrew Lloyd Webber, das brigas internas e da separação que rolou... Fiquem conosco!!!







JulyN

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