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18 de out. de 2013

Instituto Royal, beagles mortos, a pataquada toda!!!

Cedido por Luisa Mell.

Oi, amigos e amigas! Passei uma quinta feira muito da infeliz, e parte dessa infelicidade advinha do fato de eu estar sem computador. Meu windows não iniciava. Nem em modo de segurança. Foi só à noite que tive meu problema resolvido e pude acessar este sagrado mundo pelo qual já estou viciada. Poder escolher o que se vai consumir como informação é uma benção... Ter o mundo literalmente numa tela, é fantástico. Pelo menos parecia ser assim, até que abri o Facebook...

Dentre uma porção de coisas triviais e nem tanto, partilhadas pelos meus amigos de rede social, uma coisa me chamou a atenção. A veterinária da Candy mandou uma postagem à respeito de uma manifestação em frente a um instituto de pesquisa em São Roque, e sobre beagles sendo mortos... Beagles, aqueles cachorrinhos brancos com manchas marrons... Orelhudos, bonitinhos, brincalhões... Esses aí... Enfim, não tinha ouvido falar sobre nada disso antes, e achei meio utópico tentar parar a ação de extermínio dos animais aparentemente no momento em que tudo estava ocorrendo. Mas, como se tratava de cachorros, e é notório que gosto deles, fui pedir ajuda pro amigo Google, para saber o que realmente estava acontecendo... E, basicamente, a tão sonhada liberdade de escolha de conteúdo acabou estragando meu começo de sexta. Aqui estou eu, de madrugada, precisando falar sobre o assunto... 

Logomarca do Instituto Royal.
Vamos lá... Segundo o próprio site da empresa, o Instituto Royal é uma OSCIP (Organização de Sociedade Civil de Interesse Público) dedicada ao desenvolvimento tecnológico e de inovação com forte atuação na área de medicamentos: Citotoxicidade, Toxicologia, Genotoxicidade, Farmacocinética, Segurança Farmacológica, Métodos Alternativos ao uso de Animais. Atenção a este último item! Isto significa que esta empresa trabalha na pesquisa de maneiras alternativas ao uso indiscriminado de animais em testes laboratoriais, como cobaias... É o que eles dizem... E, atenção à sigla OSCIP, por que ela basicamente significa que esta instituição recebe dinheiro nosso para fazer o que faz, seja lá o que for.

Então, que negócio é esse de Beagles estarem sendo mortos lá em São Roque, para esconder provas de falta de ética na lida com animais cobaias, AGORA, neste momento, enquanto escrevo isso???

Pois é! Quem encabeça esta chamada de protesto é a famigerada Luísa Mell... Sim... Enfim, segundo ela, e seu amigo da 'Proteção Animal', há provas documentadas das crueldades pelas quais os animais passam... Laudos e até vídeos de ex-funcionários... Não achei nada disso disponível na internet, e também, depois de uma longa pesquisa, cheguei à conclusão que isso não tem importância, visto que nossa lei permite o uso dos animais em testes industriais. Isto, por si só, deveria ser suficiente para encerrar o assunto. Mas não é! Parece-me que há uma resolução do Ministério da Saúde, condicionando o uso de animais em testes laboratoriais apenas em situação de necessidade, quando disso depender a vida humana. Parece-me muito justo que um lindo Beagle morra, para ajudar nas pesquisas da eficácia e dos efeitos de um medicamento que depois será usado nos nossos filhos... Não. Na verdade, não parece não... Não gosto de imaginar que um cachorrinho, bonitinho e todo cheio de amor pra dar, como a Candy, seja submetido a esse tipo de coisa. Mas esta é uma questão ética. Até aonde é legítimo o uso dos animais em testes químicos? Os medicamentos desenvolvidos através desses testes, não nos fariam falta? Não sei o que dizer sobre este ponto específico. 


O fato de haver (e aí, comprovadamente) uma irregularidade no alvará de funcionamento do Instituto Royal lá em São Roque, começa a levantar mais suspeitas. Ativistas dizem ter fotografado os cachorros acondicionados de forma cruel. E isso sim, a lei proíbe. Você pode injetar coisas toxicas no bichinho, e arrancar partes do corpo dele enquanto ele ainda vive, causando-lhe dores profundas. Mas não pode colocá-lo num espaço diminuto, amontoado com outros animais. Ele tem que ter espaço pra sofrer e chorar as torturas que sofre (silêncio de perplexidade). Então, com isso, justificaria-se uma denúncia de maus tratos e uma possível fiscalização das dependências do local pelas autoridades competentes. E isso foi feito. Wilson Velasco Jr., promotor do Meio Ambiente em São Roque, acompanhou esta vistoria no local. Ele aguarda laudo da visita para decidir se chama o instituto para firmar um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) ou instaurar ação civil pública. Ou seja, o promotor esteve lá, e presumo que enxergue, sei lá... O que vai estar escrito no tal laudo, ele viu... E, mesmo assim, nada foi dito à população até agora, nada foi esclarecido, eu dou meu dinheiro para esta empresa e eles podem estar maltratando Beagles com minha verba, sem que eu tivesse conhecimento disso, e o promotor público, ou seja, o meu promotor, não pode me contar o que está acontecendo? Ah, tá...

Cedido por Luisa Mell.
O caso é que o Instituto não nega que faz testes nos animais. Afinal, é permitido. O que não é mostrado, o que se tenta esconder, é o tratamento dado aos cachorros. Por que aí, sim, dependendo do que é feito, eles estariam incorrendo em um crime. O que chega, em termos de denúncia, por parte dos manifestantes que estão à porta da empresa é que eles se recusam a deixar a população em geral entrar para ver as condições de trabalho do local. Teoricamente, quem não deve, não teme. Outra questão que levanta dúvidas é o fato de, nesta noite, enquanto acontecia o protesto à porta, e funcionários se encontravam dentro do Instituto, houve o momento em que, após o vazamento de informações internas para a rede social Facebook, os celulares foram confiscados de quem estava à trabalho no local. De novo, se não há nada a esconder, por que tanto medo de mostrar? 

Enfim... O caso é que agora temos esse problemão... Cães são usados nas pesquisas deste Instituto. A lei permite, contanto que observados alguns parâmetros éticos. Houve denuncia de que isso não acontece. Houve uma fiscalização, da qual não temos o resultado. O Ministério Público parece fingir que não vê a situação. Manifestantes à porta do local dizem que cachorros foram mortos esta noite, numa tentativa de queima de arquivo. O Instituto não permite a entrada de representantes da população, para averiguar as instalações e os trabalhos... Além de pesquisas para a área de medicamentos, eles também pesquisam aditivos alimentares, e químicos cosméticos. Como podemos ter certeza que os Beagles não são usados nessas pesquisas também? E um dilema ético sobre até que ponto podemos dispôr da vida de outros seres... Dúvidas, dúvidas, dúvidas... 

Quanto aos testes para a indústria cosmética, que é o que acaba sendo o calcanhar de Aquiles das empresas químicas, o grupo de proteção animal Humane Society International (HSI) enviou um relatório ao Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) pedindo a proibição no território nacional dos testes em animais para cosméticos. Os testes em animais para cosméticos são antiéticos porque causam dor aos animais para o consumo de produtos não essenciais. O relatório fornece evidências que mostram que empresas de cosméticos não precisam testar seus produtos ou ingredientes em animais para inovar. Na realidade, um número crescente de países – os 28 Estados-Membros da União Europeia, assim como Israel e Índia – já baniram os testes em animais para cosméticos. Empresas livres de crueldade associam os testes sem animais já disponíveis, que fornecem resultados mais previsíveis do que os testes que fazem uso de animais, com ingredientes existentes que têm uma longa história de uso em cosméticos.O CONCEA, uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, irá debater o relatório na sua reunião plenária nos dias 23 e 24 de Outubro. A organização HSI está pedindo ao CONCEA para que tome medidas para pôr fim aos experimentos que causam sofrimento aos animais.

Bom, fato é que este assunto precisa ser debatido, amplamente, largamente. Nós, a população, não podemos permanecer alienados e deixar que terceiros com interesses restritos definam o que pode e o que não pode... Nós temos que nos fazer ouvir. Seja qual for sua opinião, faça seu barulho. Só sei que, se eu tivesse uma resposta concreta para tudo, este blog não existiria!









JulyN.


Atualizações!!!
O tempo foi passando, e o assunto continuou pairando. O fato de eu ser sim uma defensora dos animais, de modo geral, faz com que as pessoas me procurem para falar sobre o assunto... Então, acabei fazendo uma postagem esclarecendo meu posicionamento em relação ao fato da empresa AVON, de quem sou consultora, testar seus insumos em animais... Achei pertinente colocar esta postagem no meu blog de vendas de cosméticos e acessórios. Mas como também acredito que o que foi escrito lá acrescenta a esta postagem aqui, eis o link! Boa leitura.
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5 de out. de 2013

Chegou a hora de falar do Boyzone... (parte 02)

Então, vamos falar um pouquinho de 'Said & Done'? No segundo semestre de 1994 os meninos trabalharam demais. Entre uma promoção e outra para os singles lançados, eles gravaram o primeiro disco, contando com o auxílio de treinadores vocais e todo um aparato para garantir que meninos selecionados de um anúncio de jornal não fizessem feio. Em Outubro, apesar do sucesso dos dois primeiros singles já lançados pela banda, o disco foi lançado apenas na Irlanda, sem que fosse feito muito alarde sobre isso. E passou um pouco desapercebido, em detrimento do sucesso nas rádios e na tv, com os vídeos lançados. Um mês depois, já no final de Novembro, o Reino Unido foi contemplado com o lançamento. E os Estados Unidos receberam o mesmo privilégio apenas em 1995, depois do lançamento de 'Key to My Life'. 

A pressa em lançar um disco para capitalizar em cima dos meninos, depois de um investimento inicial, fez com este álbum viesse com algumas regravações. E veio daí a fama do grupo de ser uma banda de remakes. 'Working My Way Back to You', foi lançada apenas na primeira versão Irlandesa do disco, sendo que todas as outras impressões já vinham com 'Father & Son', ao invés dela. 'Love me For a Reason' e 'Key to My life' estavam ambas na lista de músicas, que também contava com: 'Together' (original), 'Coming Home Now' (original), 'Oh, Carol' (regravação), 'When All is Said and Done' (Original), 'So Good' (original), 'Can't Stop Me' (original), 'I'll Be There' (original), 'If You Were Mine' (original), 'Arms of Mary' (regravação), 'Believe in Me' (original).

No resto do mundo, o disco foi sendo lançado em 1995, com destaque para os EUA e o Japão. No segundo, o álbum contava com uma faixa a mais, inédita, chamada 'Here to Stay'. Apenas um ano depois de ser lançado no Reino Unido, o trabalho alcançou as paradas de sucesso, sendo cotado nas listas de mais vendidos. Foi um ano de muito trabalho de promoção para o grupo, até que eles conseguissem se solidificar no mercado pop, e ganhar seu grupo de fãs. 

Nos intervalos da promoção do primeiro LP, os meninos entravam em estúdio, já gravando o que seria o segundo disco, 'A Different Beat'. O primeiro trabalho tinha sido um lançamento mais modesto por parte da gravadora, testando mercados um a um, sem muito risco financeiro envolvido. Como os meninos tinham conseguido se estabelecer nos locais aonde o álbum fora lançado, era hora de pensar numa promoção a nível mundial. Na França, no meio de 1995, eles lançaram o single de 'Love Me For a Reason', e ele estourou. Este era o primeiro single do grupo no país. Por isso, a música acabou sendo incluída na versão francesa do segundo álbum da banda... E assim foi, várias versões para o mesmo disco, em vários lugares do planeta, em várias datas distintas, entre 1996 e 1997. Bom demais pra quem é fanático, e pretende colecionar o material da banda, né? (sendo irônica) A lista de músicas do lançamento 'original' era esta: 

1. "Paradise" (original)
2. "A Different Beat" (original)
3. "Melting Pot" (regravação)
4. "Ben" (regravação)
6. "Isn't It a Wonder" (original)
7. "Words" (regravação)
8. "It's Time" (original)
9. "Games Of Love" (original)
10. "Strong Enough" (original)
11. "Heaven Knows" (original)
12. "Crying In The Night" (original)
13. "Give A Little" (original)
14. "She Moves Through The Fair" (música tradicional)

Aí, nunca é tão simples assim, né? Estamos falando do Boyzone... Dentre as várias versões do disco pelo mundo, a japonesa (sempre ela) tinha duas músicas a mais, ambas originais. Era elas 'Angel' e 'What Can You Do For Me?'

Os dois últimos países a receber o lançamento do disco foram a Austrália e os Estados Unidos. Já era 1997, e os meninos já estavam planejando o próximo álbum. Um single foi lançado. A música 'Picture of You' - uma das músicas mais legais do cancioneiro pop - figurou como tema original do filme do Mr. Bean. Era, teoricamente, a primeira música do terceiro LP. O sucesso dela, e os prêmios de composição abocanhados por Ronan, fizeram com que a gravadora resolvesse colocá-la como faixa extra do segundo disco nos dois países retardatários. E o álbum fez muito sucesso nos dois. Além desta faixa, uma outra chamada 'Mystical Experience' foi lançada no mercado americano, na tentativa de fazer uma base de fãs ali. Para bandas europeias, é muito difícil conquistar este mercado. O álbum fez sim muito sucesso na terra do tio Sam, mas por conter a regravação de 'Ben', de Michael Jackson. Não era comum ouvir outros artistas cantando músicas do Rei do Pop, e isto chamou a atenção do público americano.

Eu tive meu primeiro contato com a banda em 1996, quando um amigo comprou 'A Different Beat'. Ouvia muito este disco com ele. Mas não dava muita importância. Era o meio dos anos 90, o grande barato desta que vos escreve era assistir à MTV. E eu cancelava tudo o que tivesse que fazer nas noites de premiação. Inclusive o Europe Music Awards. E, em 1996, além da apresentação de Robbie Williams (que, por si só, já me interessava), eu pude ver o Boyzone, pela primeira vez. Infelizmente eles não cantaram nadinha deles. Fizeram um pot-pourrie da Motown, com o cantor Peter Andre. E iam passar desapercebido por mim, se não fosse um único close no Stephen Gately. A coisa mais linda!!! Apaixonei na hora!!! E corri, no dia seguinte, para a casa do meu amigo, para dar uma maior atenção ao disco que ele tinha...

Em algum momento nesta época, eu realmente não vou lembrar exatamente quando, o Boyzone veio ao Brasil. A impressão que os fãs tiveram dos meninos foi de que eles eram simpáticos, com ênfase no bom trato do público por parte do Stephen Gately. E, apesar de ser o frontman da banda, Ronan se mostrou mais distante. Eu credito isso à comparação... Gately era efusivamente carinhoso com todo mundo o tempo todo. Ronan era mais reservado, tinha um jeitão mais Irlandês. No Brasil, por questões óbvias, Steo se deu melhor. Outra coisa que observo é que Keating foi se soltando um pouco mais com o passar dos anos. Na adolescência ele era mesmo muito cheio de si (não me batam, sou fã do Ronan, olhem o resto do blog, há inúmeras referências positivas a ele).

Por hoje, é isso. Na próxima parte, falaremos da consolidação do sucesso mundial da banda, da honra de gravar uma música inédita de Andrew Lloyd Webber, das brigas internas e da separação que rolou... Fiquem conosco!!!







JulyN
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CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988!!! - Parte 01


Bom, galerinha. O título diz tudo. Hoje nossa Constituição completa vinte e cinco anos, e para comemorar a data eu resolvi começar aquela série de postagens que já vinha prometendo. Vamos ler aqui toda nossa Carta Magna juntos, e tentar analisá-la, entendê-la. Claro que não faremos isso em um só texto... Mas este será o primeiro de uma série que espero ajude outros cidadãos a entenderem melhor nosso país e a cumprir com suas obrigações, bem como exigir de maneira correta seus direitos. Vamos a ela?

PREÂMBULO
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

Vamos começar pelo começo. Segundo esta introdução, a Assembléia Nacional Constituinte, imbuída da função de representante do povo, reuniu-se para criar um conjunto de regras que assegurasse de maneira igualitária e sem preconceitos, os direitos de todo cidadão brasileiro, também determinando seus deveres, da mesma forma. Guardem essas palavras, pois elas DEVEM tanger tudo o que vier à seguir. Será que isso acontece?

TÍTULO I
Dos Princípios Fundamentais


Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

E aí, no nosso primeiro artigo, já fica estabelecido que somos um Estado Democrático de Direito. Teríamos que aprofundar um pouco o termo democracia, e vamos fazer isso em breve, numa postagem só sobre isso. E é nele também que se define que somos um país de pluralidade partidária, ou seja, essa bagunça que temos em nosso quadro político, com não sei quantos partidos, é endossada pela Constituição. Fala-se em soberania, mas eu particularmente acho que este item está aí só para enfeitar por que, na prática, tudo é feito de acordo com os interesses de quem está no poder, e este termo, assim como muitos usados na nossa Carta Magna, é interpretado de acordo com a vontade de quem colocamos - por que este é um fato, nós decidimos quem vai governar - no poder. Mas, um item que gosto muito fala da livre iniciativa e dos valores sociais do trabalho. Isto, pra mim, e alguém me corrija se eu estiver errada, significaria que você, eu, e qualquer brasileiro é livre para trabalhar como quiser, como conseguir, para tentar amealhar sua fortuna. Infelizmente, uma série de outros capítulos, parágrafos, artigos e itens depois disso, fica um pouco difícil colocar este item completamente em prática, sem encontrar uma série de barreiras... E há o item que fala da preservação da dignidade humana. Isto é o que é! Guardem que está na lei. A preservação da dignidade humana é um preposto desta Constituição... No parágrafo único deste primeiro artigo há um negócio muito legal, na minha opinião. Diz-se que o poder emana do povo, através de representantes eleitos, ou DIRETAMENTE!!! Agora, se isto é fato, então muita coisa deveria estar mudando, só pela pressão popular, não é? 

O segundo artigo constitui os 3 poderes da União... E determina que eles são independentes entre si. 

TÍTULO I
Dos Princípios Fundamentais


Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.

Leiam com atenção o artigo terceiro, pois ele versa sobre os objetivos - que podem ser admitidos como obrigações - da nossa República. E, basicamente coloca nas costas do país a obrigação de ERRADICAR A POBREZA - e não sei como o Lula não usou essa justificativa tão certa para falar em 'Bolsa Família', e calar a boca de pessoas como euzinha -, promover a justiça, fomentar a igualdade social, racial, religiosa, sexual, entre outras, e coibir QUALQUER TIPO DE DISCRIMINAÇÃO. 

Então, segundo este trecho, não é que eu não dê a mínima para a sua opinião pessoal. Eu até dou. Mas se você não gosta de negros, por qualquer motivo que seja, nossa LEI não lhe dá o direito de hostilizar um negro em locais públicos, nem privá-los de qualquer direito que a Constituição garante a QUALQUER cidadão nascido no Brasil, ou portador de identidade nacional. Desculpe aí se a sua opinião vai ter que ficar para você, e o máximo que você poderá fazer é evitar a convivência com os negros, se você não gosta deles. Afinal de contas, este é o direito que lhe cabe. O mesmo eu devo falar para os cristãos, tão fervorosos em suas campanhas contra os homossexuais. Não gosta deles? Guarde pra vocês! Por que no meu país, a lei garante igualdade de direitos. Não interessa se eles são coisas do demônio... Neste caso, eles são coisas do demônio nascidas no Brasil, e com forma de ser humano. Então, a dignidade, o direito a liberdade de ser o que ele quiser, e o direito de ir e vir livremente sem que seja humilhado (dignidade humana) pelas ruas está garantido. Suas ofensas verbais constituem humilhação por 'escolha' sexual, e não serão toleradas no âmbito público, sem que tenham sido provocadas de alguma maneira. E, sim, eles são livres para expressarem seu amor em público. Assim como você também é. O direito que lhe cabe, de acordo com este artigo do primeiro título da nossa Constituição garante esse direito a todos nós, inclusive aos demoníacos, aos doentes, aos possuídos e aos amaldiçoados. Então, use sua liberdade de expressão em locais particulares, como o seu templo, ou sua casa, aonde, aí sim, você pode falar o que quiser, sem ofender ninguém. 

TÍTULO I
Dos Princípios Fundamentais


Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.

Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

O artigo quarto versa sobre nosso papel no cenário mundial. Fala em autonomia, respeito aos povos, busca de solução pacífica para conflitos, NÃO-INTERVENÇÃO, e concessão de asilo político. Acho essas duas últimas bem importantes e bem relevantes para o cenário mundial que vivemos atualmente. Não podemos, e isso é bom que se saiba, como os EUA, invadir países com nosso exército, e intervir em sua soberania, com a desculpa esfarrapada de libertar a população de qualquer regime político. E estou de acordo com isso. Cada povo que se resolva com seu governo. Não colocar os interesses comerciais acima da dignidade de um povo constituído é de suma importância e de um bom gosto ímpar, na minha opinião. O segundo é uma questão humanitária minha. Já que não vamos intervir para salvar uma população que não se salva sozinha, ao menos podemos dar asilo às vozes solitárias que lutam para melhorar suas condições, né? Enfim... Gosto que sejamos o país colorido que somos, aonde todos os povos, e todas as culturas, são realmente bem vindos. Utópico, né? Mas este é o motivo pelo qual me orgulho mais em ser brasileira. Nossa capacidade de absorver e integrar, ao invés de segregar. E, talvez por isso, lute tanto para que isso aconteça internamente também, entre brasileiros de credos, cores e ideologias diferentes. 

E, no parágrafo único, o Mercosul é previsto - KKK.

Acho que o texto está bem longuinho, por hora, não é? Eu sei, ainda temos um caminho longo pela frente. Vou tentar atualizar estas postagens mais de uma vez por semana, para que nós possamos concluir esta leitura juntos o mais rápido possível. Espero estar fomentando esta vontade em vocês de ler, conhecer nossa lei, e praticar a boa cidadania. Não podemos exigir isso dos governantes, se não temos isso em nós mesmos. 







JulyN.
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30 de set. de 2013

Chegou a hora de falar do Boyzone... (Parte 01)

Da esquerda para a direita: Mike Graham, Shane Lynch, Stephen Gately, Keith Duffy e Ronan Keating.
Este é o Boyzone.

Este ano o grupo Irlandês Boyzone completa 20 anos, e acho justo que falemos desta banda, que não é tão conhecida assim no Brasil, mas que chegou aos meus ouvidos, e que faz parte do seleto grupo dos meus preferidos. Pra começar, sim, tenho que dizer que Boyzone é uma 'Boy Band'. Então, se você tem algum preconceito, nem se dê ao trabalho de ler. Mas, se tiver um mínimo de curiosidade musical, e quiser conhecer um pouco mais do cenário europeu, fique aqui conosco...

Antes de falar qualquer coisa, eu quero expressar como estou me sentindo fazendo toda a pesquisa para escrever este texto. Eram cinco moços neste grupo. E eu tinha um preferido... Lindo... Tão divertido, com um sorriso mega cativante, um jeito feliz, que escondia muito bem as agruras da vida. Um artista de verdade. Hoje eles são quatro... E a leveza, o sorriso fácil, já não está lá... E a coisa mais difícil para uma fã é repassar todo um material, reconhecer que um dia houve tudo isso, e se conformar com a eterna ausência dessa luz na linha de frente da banda. 'Steo', você faz falta toda vez que decido escutar Boyzone... Saber que não haverá mais de você é realmente muito triste!!! Muito triste mesmo...

Vamos começar do começo! Precisamos falar que em 1993 uma outra Boy Band estava na crista da onda na Europa. Tratava-se da inglesa 'Take That', banda esta que nos brindaria mais tarde com dois grandes talentos da música pop mundial ( Robbie Williams e Gary Barlow). E, por conta desse sucesso, um rapaz de Dublin (Irlanda) chamado Mark Walton achou que poderia formar sua própria banda e ganhar algum dinheiro. Ouviu falar de um empresário, também irlandês, que estava se dando bem, cuidando do cantor Johnny Logan, e, depois de descobrir como contata-lo, foi até ele, arrastando seu melhor amigo. Louis Walsh assistiu a uma apresentação de dança dos dois, e gostou da ideia de formar uma Boy Band Irlandesa. Tomou a ideia de Mark para si, e prometeu ao mesmo que ele e seu amigo, Shane Lynch, já tinham seus lugares garantidos. 

Com o conhecimento de Walsh, a banda logo viria a ser formada. Trezentos rapazes responderam a um anuncio que o empresário colocou nos principais jornais da capital, para passarem por audições para a formação da banda. Keith Duffy conhecia Shane Lynch, e ao ver a foto dele no jornal, achou que conseguiria a vaga na banda, sem fazer muito esforço. Pediu para que o amigo falasse em seu favor, e não se preocupou em comparecer à primeira audição. Acontece que Shane esqueceu de falar dele, e as audições seguiram sem que Walsh tomasse conhecimento de Keith. Numa lufada da sorte, o empresário foi se divertir num clube noturno aonde Keith dançava. E se encantou com o rapaz. Numa rápida conversa acabou convidando-o para a segunda audição, aonde ele iria competir com os cinquenta rapazes selecionados nos primeiros testes. 

Dos 51 meninos, ficaram dez, e desses dez saíram seis selecionados. Eram eles: Mark Walton, Shane Lynch, Keith Duffy, Ronan Keating, Stephen Gately e Rick Rock. Os ensaios começaram. A banda tinha que ser polida. E não havia nada melhor do que arranjar algumas apresentações em clubes noturnos e festas, para dar o devido treinamento a eles. O objetivo era o contrato com uma gravadora. Mas os meses foram passando, e os nãos foram se acumulando na mesa de Walsh. E isso foi desanimando os meninos. As maneiras de lidar com isso foram diferentes. 

Ronan, que tinha brigado com sua família, e apostado alto na banda, largando a oportunidade de uma bolsa de estudos em NY, através de suas habilidades no atletismo - ele tinha pretensões de ser um atleta olímpico - teve que amargar o fracasso ganhando algum dinheiro, para acalmar seus pais. Por isso, foi trabalhar numa loja de sapatos. Stephen Gately fez quase a mesma coisa. A loja era de roupas... Shane Lynch foi trabalhar no estacionamento de seu pai, e Keith Duffy como DJ em casas noturnas. Rick Rock também foi por este caminho, mas acabou se envolvendo com o lado obscuro da noite. Era mais rebelde. Acabou se envolvendo com drogas, e isso comprometeu seu desempenho com a banda, até o momento em que Walsh perdeu a paciência e o expulsou. Mark saíu por conta própria. Ele e Lynch já tinham um pequeno grupo de fãs, de quando começaram a trabalhar a possibilidade de terem uma banda (antes do contato com o Louis), e elas começaram a invadir a privacidade dos dois. Shane lidou bem com tudo isso. Mark, nem tanto. Acabou desistindo da banda que tinha sido sua ideia, e voltou para a escola (se formou, e depois tentou a fama mais uma vez). 

As duas baixas aconteceram depois de uma embaraçosa apresentação do grupo num programa de tv em rede nacional.... Não vou falar mais nada! Assistam ao vídeo. E, desde já, agradeço à haribokey, no youtube, pela postagem. 



Bom, saíram dois integrantes. Um, pelo menos, teria que entrar. Por sorte o Louis Walsh tinha guardado o contato dos outros quatro meninos que tinham sido dispensados na última audição. E, no topo da lista estava Mike Graham. Ele era um pouco mais velho, e por isso tinha sido deixado de lado. Mas tinha muito talento, e parecia ser mais centrado, mais disciplinado que os outros. Depois de alguns desgostos com Rick, e também com Shane e seu gosto por velocidade - bateu o carro que dirigia em alta velocidade e quase matou a ele e a Keith, que o acompanhava -, o empresário estava pronto para colocar entre os meninos uma voz mais racional. E assim formou-se o grupo que alguns meses depois assumiria as primeiras colocações das paradas Irlandesas. 

Mas isto não aconteceu antes que Walsh, ficando sem dinheiro para financiar os meninos, e sem perspectiva de um contrato com uma gravadora, pedisse ajuda a uma amigo. Ele convidou John Reynolds para assumir a direção financeira do grupo, enquanto ele continua a gerenciar a parte artística. E os dois criram uma empresa chamada de WAR (Walsh and Reynolds). Um pouco depois o tão sonhado contrato veio. Polygram aceitou distribuir três singles dos meninos. E se estas músicas tivessem destaque nas paradas, eles produziriam o primeiro disco da banda. 


O primeiro single foi lançado um mês depois. 'Working My Way Back to You' é o que há de brega no pop. Com vocais de Stephen Gately e Mike Graham, esta música provou que os europeus eram malucos e surdos. Hehe Uma baladinha poperô bem pobrinha... Que alcançou o terceiro lugar nas paradas de sucesso da Irlanda. O lado b deste single tinha seu valor. Ronan Keating cantando seu solo de 'Father & Son'. Observem que as duas músicas são regravações. A primeira foi originalmente gravada pelo grupo 'The Four Seasons', em 1966., enquanto que a segunda corresponde a um grande sucesso de Cat Stevns, de 1970. Pois é, vamos ver muito disso nesta biografia... Vamos agradecer a Kylie O'Reilly pelo vídeo não tão belo, mas histórico, deste single.






Como o sucesso tinha chegado inexperadamente com o primeiro single (vai entender), os meninos tiveram que rapidamente largar seus empregos diurnos e começar um trabalho forte de promoção da banda, em pequenos shows e aparições por toda a Irlanda. Assim que esta onda passou, foram para Londres, onde gravaram o segundo single 'Love Me for a Reason'. E, pra quem está se perguntando, trata-se de uma regravação da banda 'The Osmonds', que mereceria uma postagem própria, e um dia terá. Música mais bonitinha, que realmente marcou a banda, por conta do dueto muito bem produzido entre Stephen e Ronan. Primeiro lugar nas paradas Irlandesas, e segundo lugar nas paradas Inglesas. Boyzone era a nova febre do universo pop. Estávamos em Dezembro de 1994. 

Atenção à ironia estampada no rosto de Ronan Keating durante todo o clipe. Ele detestou a música, achou muito mela-cueca, e na gravação do clipe estava muito contrariado, e achava que estava pagando o maior mico. Aos 17 anos, somos assim... Ah, é, o Ronan é o loirinho que começa cantando. Ai... Não aguento. Caio na gargalhada toda vez que vejo este vídeo. Ai, Ronan... Menino de personalidade. Tomou muito na cabeça por conta disso. Mas isso vem depois...



E aí, três regravações de sucesso depois, a crítica musical já estava metendo o pau na banda. E foi quando os meninos decidiram fazer algo à respeito. Stephen, Ronan e Mike tinham passado o verão de 1994 escrevendo canções, juntos. E estavam determinados a lançar uma delas como o novo single. A gravadora resistiu bem. Era arriscado lançar material novo, quando havia músicas belíssimas, já consagradas, que poderiam trazer mais retorno. Mas os meninos bateram o pé, e depois de mostrarem seu material, os executivos escolheram uma de suas composições. 'Key to my Life' foi lançada no inicio de 1995, alcançou o primeiro lugar nas paradas Irlandesas e o terceiro nas Inglesas. E foi o primeiro sucesso com retorno financeiro para a banda. O clipe é lindo, o primeiro com uma direção de arte decente. E Ronan até se comporta!!! E o Steo está lindo!!! Cada close que dão nele! 




Pra começar está bom, não é? No próximo capítulo, o primeiro disco e algumas outras coisinhas...







JulyN
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Freedom of Speech? Freedom of anything?

Well, friends ... From time to time some issues that I consider philosophical populate my mind, and come to trouble me. A long time ago, here in this very blog, I talked about what I thought, in scarce lines, about such free will, which some religions preach ... In the same post I talked about the lack of freedom of our democracy. Following the same line of questioning, and driven by a beautiful video by Pirulla, I was taken by a brain storm that took over my Sunday. Pirulla set the tone, Daniel Fraga came with revolutionary ideas, and I closed with a lot of existential doubts, let's say ... Let's put all this salad here, for public consideration (or not)?

I think we have to start with the video that elicited such a mental exercise ... I want to say a big thanks to Pirulla, because this person is willing to expose himself on the Internet, and provide some educational fun moments for this one writting this now. When the television goes beyond the boundaries of nonsense and brainwashing, channels like his at youtube are the ones I turn to. 

The video features a fictional situation in which a vlogger sends out outside Brazil one last video, denouncing censorship and persecution that he has suffered. In the video, passed some time in 2020, he explains to the younger generations how the internet was free at some point, and how some began to use it to inform the masses. Censorship, according to the narrator, would have started happening after the conviction of Daniel Fraga, a process that involved a video that uttered offenses to the judicial system of our country. In the story, after this event, censorship was extending to that point, when he was forced to leave youtube transmitions, for security matters. Namely censorship won, and now no one could post content on the Internet without going through a detailed analysis.


This video is a work of fiction very well engineered, that explains a future without freedom of expression. And it was driven by a real life episode with another vlogger. Daniel Fraga was sued (or not) by a judge who felt offended by the words spoken by him in a video on youtube. The case is that this young man, Daniel, is admittedly an anarcho capitalist (did I get it right?), and has a news blog that exposes the incongruities of the democratic system. And, together with the blog, he has an youtube channel where he explains his ideas and make his complaints, so quite vehement. I could cite any video of this young man, to illustrate what would be a good, smart, but aggressive, way to put ideas. It may seem rough at first instant. But if you can disregard this initial feeling, and continue watching the videos, you perceive a thinking mind behind it all. I do not know much about Daniel, but from watching him it seems to me that he is someone who did not give up to have a nice life, carved by his very singular ideal.


In the video that caused the controversy, he says he is outraged by the lack of knowledge of a judge who accepted the request of a candidate for mayor, and court ordered the removal of a joke related to this candidate from Facebook. And more. According to the court order, the social network itself would suffer drastic consequences if they do not provide data from all individuals who shared such a joke, so that justice could proceed with the deletion of these images of each computer. Such orders showed rather a certain ignorance in tangent to the internet, and Daniel did not forgive such behavior on the part of magistrate. He uttered offenses who identified this lapse. He continued, as a defender of anarchy, speaking of incompetence of a judicial system linked to the powers of democracy.

So, the heart of his criticism was already on the attempt by a candidate to censor free speech on a popular social network. And that's where we begin our discussion. Say I do something wrong with you. Cause a great loss in your life. How far will your freedom to spread insults about me? Are you offended when someone swears? Feel morally injured? Think the person in question owes you anything in reparation for offenses? These are my questions. Why is it right to dish president Dilma, for example, making jokes and comic strips on social networks, and spreading, and it is not right to do the same with a neighbor? Is your neighbor better than Dilma, as a human being?

My questions have a reason to be. It is normal, and it is healthy that we express our revolt against the excesses of our leaders ... So why should it be considered an offense, the act of anyone cursing me in the street? We have two weights and two measures for things? This is a point ...

In the case of this video, Daniel makes some heavy swearing, denigrating with words the image of our judicial system. Well ... Nothing they do not already own by themselves. Even so, we take into account that there was a mass dissemination of this video. And he was prosecuted, and almost censored so. If this had occurred, there would not only be one vlogger silencing, but also the drawing of an informative web content. In other words, the government was, in a way, deciding what you can or can not see. The curse was heavy? Yes ... But if we want to predict that there is freedom of expression, we have to believe that the proper way to act on it would be freedom of response by the judge.

Some of you may be thinking: he responded with a lawsuit. And then I have to agree with Daniel on many of his other videos and say that this response was somewhat unproportional. After all, behind the lawsuit, there is a whole system of government, which includes the police, with their power to imprison anyone who doesn't do what is asked by the government. If a person curse me in the street, do I have this same apparatus to defend myself?


I thought of a number of other things underlying, after watching many videos from Daniel, in sequence. Even this crazy idea of a life without government instituted. Let's do an exercise in imagination. If there were no government, we'd all be at the mercy of personal judgments of each. Suppose I am a little more nervous than you. Then you see me on the street and call me a spacious fat. Since there are no laws, and what prevails is the free trade (according to Daniel's ideology), I have a gun, cause I can pay for it. And it happens that I did not like being called a spacious fat ... Huh?!? Since there are no laws that restrain me, I shot you in the middle of your brains, cause I'm using my right of reply. Of course this would not go unpunished. Anyone would want to take revenge, and a cycle of crazy killing would begin. And chaos would be installed ...

And yes, Daniel, chaos would really be installed. Because we are humans: imperfect, corrupt, spacious and with no sense of the collective. Everyone, including you and me. From time to time it is good that there is a deeper voice, a cry of reason, to halt the excesses of imperfect minds. And here's why I'm a little afraid of this idea of anarchy. I do not trust humans. I do not believe in their goodness. Just for that.

While thinking this way, many ideas from the vlogger kept hammering in my head. He's right on many points. The government set is formed by the same men unreliable and flawed. And then you give power to that corrupt being ... Good luck with that! It's my opinion. Power corrupts, because there is the possibility of corruption of the human mind. And a great tool of power is the manipulation of the masses. How to prevent millions of people from kicking you out of the president chair, forcibly, at the first sign of discontent, but through the manipulation of ideas? An important vehicle for this is the mass dissemination of news. Meaning you report good things, even if you have to lie, mostly for a long time, in a very accessible way, until the heads are fed by these lies and convinced ... Along with this, you create a system of many obligations, and some rights to make they work for you. And in working to achieve what they think they need, there's no time to question anything. And behold, here we have the basis for any system of populist government.

And behold why, suddenly, judges are offended so easily with small simple vloggs. The problem is not the number of words spoken, and yes, the ideas promoted by this video. And when we have the attempted manipulation of ideas through mass media (censorship is part of it), one can not speak in freedom ...

And it is precisely here that lies my concern. There is much talk about freedom of expression. But it really exists? There is much talk in equal rights ... But I suffered bulying in school my whole life, and could not sue anyone for it. But the judge could render such afetr one single word proffered about his character. Is this really equality??? For me, our Constitution is starting to look like the Bible. In one paragraph says something, and in the other, contradicts itself ... Thus it is difficult to know the rules of the game. Thus it is difficult to play. We can say that we no longer want to participate??? No ... Because, if you do not want to participate, then you would have to move. I can not stop paying taxes ... Because I'll go to jail if I do. In other words, I am not free to choose where to invest my money! My money? Just because I worked to earn it? I don't think so ...

I want to tell you something that happened yesterday. One man fell on my street, in front of my building, for being drunk. Hit his head and hurt it. Some neighbors saw the incident, and were kind enough to call the fire department. I showed up at the moment. I sat down and started talking to the man. I wonder if he had a home to which he could be taken ... He cried, said he came from Bahia (we're in São Paulo), he was a bricklayer, was not a bum, but the alcohol was the bane of his life. He said he worked near here, said the name of the boss. But apparently he has no home. Then, some time later, firefighters arrived. They were kind, and collected the man of the street. They said that, in that situation, it was a good thing he was bleeding, for that was the excuse that they need to act. Otherwise, they could not help the man. It would be a job to the municipal ambulance service, the one I've tried calling at different times, that I never see coming to the rescue. Anyway ... Then I asked where he was being taken. I told them that São Paulo Hospital (3 blocks away) was not the best option, because there isn't a good social service there. And the man showed willingness to change his life. He needed not only a band-aid for the head, but rather some orientation to stop drinking. The firefighter agreed with me. He said he would take him to one other hospital, in other neighbourhood, where the case would be better handled. I thanked him. And I regretted it, because one day there was a good social service in São Paulo Hospital. To that the firefighter replied: now they prefer to spend our money with the 'Bolsa Familia' (this is kinda of an extra salary to the poor people, with no work involved).


I have not found a single citizen in favor of this benefit in years of its existence ... A friend of mine, more radical, said I should go ask people from the northeast (where there is more families receiving the benefit). But is it possible that something so controversial is deployed to the chagrin of much of the population? Yeah ... My outrage is such that I can not put my thoughts in order to try to make some sense to you. It's all so wrong. But would be that just a mirror of who we are? The human being is so rough? And then, in this case, we have to see these things happenning, and we can not express our outrage? Will I be sued for speaking out against the 'Bolsa Familia'?

Much has to change, starting with human minds. Freedom is something fantastic. But there can be only when there is an intellectual enlightenment which alone governs behavior, without the need for coercion. And if there is a need, then there is no freedom. Where there is coercion, fear rules.


Unlike Daniel Fraga, I don't have all this faith in humanity. I do not see how things can be completely fair. Natural selection would be justice? The strongest prevail? because that's what anarchy would bring. Bandits, strong in his conviction of killing without being corroded by remorse, prevail over people with conscience. Thieves, unscrupulous, willing to steal without feeling remorse to be taking something from someone, prevail over people less willing to commit the same atrocities. If there is no punishment, there is no fear. If there is no fear in some cases, there is no hindrance. Daniel, is your faith in humanity such that you would be willing to live in a society without rules, to have the pleasure of contemplating freedom? I prefer to be alive in the cage ...

Anyway ... All these questions made ​​me think that there is no freedom in the way we live. What we need to define is how much we are willing to compromise. In the specific case raised by the suggested videos, I think we can shake this cage and threaten to overthrow it, lest we have a tarp over it.






JulyN

PS: The judge who wanted to sue Daniel Fraga, withdrew the complaint after the alleged misrepresentation of his intentions before the mass that receive information from the internet. He said his intention was never to provoke censure. Oh, yeah ...

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29 de set. de 2013

Liberdade de expressão? Liberdade de qualquer coisa?

Pois é, amigos... De tempos em tempos alguns assuntos que eu considero filosóficos povoam a minha mente, e voltam a me perturbar. Há muito tempo atrás, aqui neste mesmo blog, falei sobre o que eu pensava, em linhas parcas, sobre o tal do livre arbítrio, que pregam algumas religiões... Na mesma postagem falei sobre a falta de liberdade da nossa democracia. Seguindo a mesma linha de questionamento, e impulsionada por um belíssimo vídeo do Pirulla, fui tomada por uma tempestade cerebral que tomou conta do meu domingo. Pirulla deu o tom, Daniel Fraga veio com as idéias revolucionárias, e eu fechei com um monte de dúvidas, digamos, existenciais... Vamos colocar toda essa salada aqui, para apreciação (ou não) pública?

Acho que temos que começar com o vídeo que suscitou tal exercício mental... Quero fazer um grande agradecimento ao Pirulla, por ser esta pessoa disposta a dar a cara a tapa na internet, e proporcionar alguns momentos de diversão educativa para esta que vos fala. Quando a televisão extrapola os limites do besteirol e da lavagem cerebral, é a canais como o dele, no youtube, que recorro. 




Este vídeo é uma obra de ficção muito bem engendrada, que explana um futuro sem liberdade de expressão. E foi impulsionado por um episódio com outro vlogueiro. Daniel Fraga foi processado (ou não) por um juiz que se sentiu ofendido com as palavras proferidas por ele em um vídeo do mesmo no youtube. O caso é que esse moço, Daniel, é assumidamente um anarco capitalista (acertei o termo?), e tem um blog que noticia as incongruências do sistema democrático. E, em conjunto com o blog, ele tem um canal no youtube, onde explana suas idéias, e faz suas denúncias, de maneira bastante veemente, em vídeos. Eu poderia citar qualquer vídeo desse moço, para exemplificar o que seria uma boa, inteligente, porém agressiva, maneira de se colocar idéias. Ele pode parecer bruto num primeiro instante. Mas se você consegue abstrair este sentimento inicial, e continua assistindo aos vídeos, percebe uma mente pensante por trás de tudo. Não sei muito sobre o Daniel, mas ao assití-lo tenho a impressão de ver alguém que não desistiu de ter um vida bacana, talhada por ideais muito singulares. 

Pois bem... O caso aqui é falarmos da liberdade de expressão. Daniel foi processado (ou não), por este vídeo aqui (e vamos agradecê-lo pelo trabalho duro no youtube):




Então, o cerne das críticas dele já era a tentativa de um candidato de censurar a livre expressão popular numa rede social. E é aí que começamos nossa discussão. Digamos que eu faça algo de errado com você. Cause um grande prejuízo em sua vida. Até onde vai sua liberdade de espalhar xingamentos a meu respeito? Você se ofende quando alguém te xinga? Sente-se lesado moralmente? Acha que a pessoa em questão te deve alguma coisa em reparação às ofensas? Estas são minhas perguntas. Por que está certo que falemos mal da presidente Dilma, por exemplo, fazendo piadinhas e tirinhas em redes sociais, e as propagando, e não está certo fazer o mesmo com um vizinho? No que o seu vizinho é melhor que a Dilma? 

Minhas perguntas têm uma razão de ser. É normal, e é saudável que expressemos nossa revolta em relação aos desmandos dos nossos governantes... Então, por que haveria de ser considerado uma ofensa, o ato de qualquer pessoa me xingar no meio da rua? Temos dois pesos e duas medidas para as coisas? Este é um ponto... 

No caso deste vídeo, Daniel profere alguns xingamentos bem pesados, e denigre com palavras a imagem do nosso sistema judicial. Bom... Nada que eles já não façam sozinhos. Mesmo assim, levemos em conta que houve uma divulgação em massa desse vídeo. E ele foi processado, e quase censurado, por isso. Se isso tivesse ocorrido, não só estaríamos calando um vlogueiro, como também tirando um conteúdo informativo da web. Ou seja, o governo estaria, de certa forma, decidindo o que você pode ou não ver. O xingamento foi pesado? Sim... Mas, se queremos prever que há a liberdade de expressão, devemos acreditar que a maneira correta de se agir em relação a isso seria a liberdade de resposta do juiz. 

Alguns de vocês deve estar pensando: ele respondeu com um processo. E aí vou ter que concordar com Daniel em muitos de seus outros vídeos e dizer que essa resposta foi pouco proporcional. Afinal de contas, por trás do processo judicial, há todo um sistema governamental, que inclui a polícia, com seu poder de encarcerar quem não faz o que é pedido pelo governo. Se uma pessoa me xingar no meio da rua, terei este mesmo aparato para me defender? 

Pensei em uma série de outras coisas subjacentes, depois de assistir a muitos vídeos do Daniel, em sequencia. Inclusive nesta louca ideia dele de uma vida sem governo instituído. Vamos fazer um exercício de imaginação. Se não houvesse governo, estaríamos todos à merce dos julgamentos pessoais de cada um. Vamos supor que eu seja um pouco mais nervosa do que você. Aí, você me vê na rua e me xinga de gorda espaçosa. Como não há leis, e o que impera é o livre comércio (segundo a ideologia do Daniel), eu tenho uma arma, por que posso pagar por ela. E, acontece que não gostei de ser chamada de gorda espaçosa... Hum?!? Como não há leis que me coíbam, eu dou um tiro no meio dos seus miolos, por que estou usando meu direito de resposta. Claro que isso não ia ficar impune. Alguém ia querer se vingar, e um ciclo louco de matança iria começar. E o caos estaria instalado... 

E sim, Daniel, o caos estaria mesmo instalado. Por que seres humanos são assim: imperfeitos, corruptos, espaçosos e sem senso de coletivo. Todos, inclusive eu e você. De vez em quando é bom que haja uma voz mais grave, um grito de razão, para brecar os desmandos de mentes imperfeitas. E eis o porquê eu tenho um pouco de receio desta ideia de anarquia. Eu não confio nos seres humanos. Eu não acredito na bondade deles. Só por isso. 

Apesar de pensar desta forma, muitas ideias do vlogueiro ficaram martelando na minha cabeça. Ele tem razão em muitos pontos. O governo instituído é formado pelos mesmos homens não confiáveis e imperfeitos. E aí você coloca esse tipo de ser no poder... Boa sorte com isso! É a minha opinião. O poder corrompe, por que há possibilidade de corrupção da mente humana. E uma grande ferramenta do poder é a manipulação das massas. Como impedir que milhões de pessoas te catapultem de sua cadeira de presidente, à força, no primeiro sinal de descontentamento, senão através da manipulação das ideias? Um veículo importante para isso é a divulgação de notícias em massa. Ou seja, você noticia coisas boas, e falsas, em sua maioria, por bastante tempo, num meio muito acessado, até que as cabeças que são alimentadas por essas mentiras se convençam... Junto a isso, você cria um sistema de muitas obrigações, e alguns direitos, para fazer com que essa massa pouco pensante trabalhe para você. E, em trabalhando para conquistar o que eles acham que precisam, não sobra tempo para questionar nada. E eis aí a base para qualquer sistema de governo populista. 

E eis aí o porquê, de repente, juízes se ofendem tão facilmente com vídeos pequenos de simples vlogueiros. O problema não é o conjunto de palavras proferidas, e sim, as idéias fomentadas por este vídeo. E quando se tem a tentativa de manipulação de idéias, através de veículos de massa (e a censura faz parte disso), não se pode falar em liberdade... 

E é exatamente aqui que reside minha inquietação. Fala-se muito em liberdade de expressão. Mas ela existe de verdade? Fala-se muito em igualdade de direito... Mas eu sofri bulying na escola, a minha vida toda, e não pude processar ninguém por isso. Mas o tal juiz pôde processar o Daniel por UMA palavra proferida em relação a sua pessoa. Que igualdade é essa??? Pra mim, a nossa Constituição está começando a parecer a Bíblia. Num parágrafo diz algo, e no outro, se contradiz... Assim fica difícil saber a regra do jogo. Assim fica difícil jogar. Podemos dizer que não queremos mais participar??? Não... Por que, se não queremos participar, então teríamos que nos mudar. Eu não posso deixar de pagar impostos... Por que vou presa se o fizer. Ou seja, não sou livre para escolher aonde investir o meu dinheiro! Meu dinheiro? Só por que eu trabalhei para ganhar? Acho que não...


Quero contar algo que aconteceu ontem. Um senhor caiu na minha rua, em frente ao meu prédio, por estar bêbado. Bateu a cabeça, e a machucou. Alguns vizinhos viram o ocorrido, e tiveram a amabilidade de chamar os bombeiros. Eu apareci neste momento. Sentei-me no chão, e comecei a conversar com o senhor. Queria saber se ele tinha uma casa, pra onde pudesse ser levado... Ele chorou, disse que veio da Bahia, que era pedreiro, não era vagabundo, mas que a bebida era a desgraça da vida dele. Disse que trabalhava aqui perto, falou o nome do patrão. Mas, aparentemente, ele não tinha casa mesmo. Aí, algum tempo depois, chegaram os bombeiros. Foram gentis, e recolheram o homem da rua. Disseram que, naquela situação, era uma boa coisa que ele estivesse sangrando, por que essa era a desculpa para que eles pudessem agir. Do contrário, eles não poderiam socorrer o homem. Seria um serviço para o Samu, que já tentei chamar em diferentes ocasiões, e nunca veio. Enfim... Aí, perguntei pro bombeiro para onde ele ia ser levado. Falei que o Hospital São Paulo (3 quarteirões dali) não era a melhor opção, por que não há um bom serviço de assistência social lá. E o senhor demonstrou vontade de mudar de vida. Poderia bem ser encaminhado para serviços de livramento de dependência química... Enfim... O bombeiro concordou comigo. Disse que ia levá-lo para o Saboia, no Jabaquara, por que lá esse tipo de caso é melhor tratado. Eu agradeci. E me lamentei, pois um dia houve um bom serviço social no São Paulo. Ao que o bombeiro me respondeu: agora eles preferem gastar nosso dinheiro com o 'Bolsa Família'.


Não encontrei um só cidadão a favor deste benefício em anos da existência dele... Um amigo meu, mais radical, diria para eu dar umas voltas no interior do Nordeste. Mas é possível que algo tão controverso seja implantado a contragosto de boa parte da população? Pois é... Minha indignação é tanta, que nem consigo colocar meus pensamentos em ordem para tentar fazer algum sentido para vocês. Está tudo tão errado. Mas seria isso um reflexo do que somos? O ser humano é assim tão tosco? E então, neste caso, temos que ver essas coisas acontececendo, e não podemos expressar nossa indignação? Serei processada por falar contra o 'Bolsa Família'?


Muita coisa tem que mudar, a começar pelas mentes humanas. Liberdade é algo fantástico. Mas, só pode haver, quando há uma iluminação intelectual que por si só regule os comportamentos, sem que haja necessidade de coerção. E se há a necessidade disso, então não há liberdade. O que há é o medo de falar e ser reprimido, de fazer e ser torturado.


Diferentemente do Daniel Fraga, não consigo ter toda essa fé na humanidade. Não vejo como as coisas possam ser completamente justas. Seleção natural seria justiça? O mais forte prevalecendo? Por que é isso que a anarquia faria. Bandidos, fortes em sua convicção de matar, sem serem corroídos pelo remorso, prevaleceriam sobre pessoas com consciência. Ladrões, sem escrúpulos, dispostos a roubar sem sentir o remorso de estar tirando algo de alguém, prevaleceriam sobre pessoas menos dispostas a cometer as mesmas atrocidades. Se não há punição, não há medo. Se não há medo, em alguns casos, não há impedimentos. Daniel, sua fé na humanidade é tanta que você estaria disposto a viver numa sociedade sem regras, para ter o prazer de contemplar a liberdade? Eu prefiro estar viva na gaiola...

Enfim... Todos esses questionamentos me fizeram pensar que não, não há liberdade no modo em que vivemos. O que precisamos delimitar é o quanto estamos dispostos a comprometer. No caso específico suscitado pelos vídeos sugeridos, acho que podemos chacoalhar essa gaiola, e ameaçar derrubá-la, para que não tenhamos uma lona colocada sobre ela. 







JulyN

PS: O juiz que queria processar Daniel Fraga, retirou a queixa... Assistam ao vídeo onde o acusado mostra detalhes do processo, e entendam algumas incongruências deste caso.

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